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ALAGOAS  

Estado do Brasil, no litoral, entre o Oceano Atlântico e os Estados de Pernambuco, Bahia e Sergipe, e ao norte do Rio São Francisco. Acha- se situado entre 8º55` 30`` e 15º28`50`` de Lat. S. e entre 27º 27`e 28º58` de Long. O. do Rio de Janeiro. De sua superfície de 27.933,1 kms2 -- aproximadamente 1/307 do território brasileiro -- uma área de 79 kms2 é ocupada por águas internas, principalmente lagoas. Possui uma faixa litorânea de 229 km. Limita-se ao Norte com Pernambuco, ao Sul com Sergipe; a Leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com Pernambuco e Bahia. Pontos Extremos: Ao Norte, com 8o 48` 12`` Sul, em uma curva no rio Jacuipe, a montante de Jacutinga; ao Sul, com 10 º 29`12``, no Pontal de Piaçabuçu, na desembocadura do rio São Francisco; ao Leste, com 35º 09`36``Oeste de Greenwich ( W. Gr. ), na barra do rio Persinunga, fronteira com Pernambuco; a Oeste, com 38º 13`54`` W. Gr., na confluência do rio Moxotó, com o Rio São Francisco, limite ocidental do Brasil. Linhas Extremas - As maiores distâncias entre os pontos extremos correspondem às linhas de 186 quilômetros norte-sul e 339 quilômetros leste-oeste. Forma - De um triângulo-retângulo, cuja hipotenusa é paralela à linha do equador, ou seja o ângulo reto está oposto à mesma. É mais alongado no sentido leste-oeste, sugerindo a forma de uma "borboleta". População: 3.120.922, sendo 2.298.091 urbana e 822.831 rural, segundo o Censo de 2010. RESUMO HISTÓRICO Jayme de Altavila, em sua História da Civilização das Alagoas defende que o primeiro ponto avistado pela frota portuguesa de Cabral "é de se presumir que tenha sido um dos cabeços da Serra da Nacêa, no município alagoano de Anadia. Esta é a nossa opinião, fundamentada no erudito historiador pernambucano Fernandes Gama e em Alexandre von Humboldt, os quais afirmam que as primeiras terras avistadas pela armada portuguesa estavam localizadas a 10º de latitude sul, por conseqüência entre Jequiá e Coruripe. E é numa descrição de um reconhecimento feito na região próxima ao fundeadouro da esquadra, constante da carta de Pero Vaz Caminha, que vamos encontrar um reforço a esta tese: "... e então o Capitão passou o rio, com todos nós outros, e fomos até uma lagoa grande de água doce, que está junto com a praia, porque toda aquela ribeira do mar é apaulada por cima, e sai água por muitos lugares-. O rio de que trata Caminha presumimos que seja o CORURIPE; quanto à lagoa grande, seriam então as diversas lagoas localizadas um pouco antes da foz do rio Poxim,-- por conseguinte, adiante do curso d`água mencionado na carta que se reúnem por vários canais, confundindo-se finalmente com as águas do aludido rio Poxim, região esta, como não poderia deixar de ser , muito pantanosa (apaulada), daí, talvez, a expressão "é apaulada por cima, e sai a água por muitos lugares". A afirmação de que a terra "traz ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras vermelhas, umas vermelhas e outras brancas", entende-se pelas barreiras de Jequiá. A topografia é a mesma e lá está, mais para o sul, a enseada do Pontal do Coruripe, o possível ancoradouro da esquadra. O aspecto físico do Baía Cabrália, que se aponta como o ancoradouro das naus portuguesas, é semelhante ao nosso, pelo menos com relação às barreiras vermelhas e brancas, mas, naquela região baiana, não existe nenhuma lagoa de água doce, existindo, apenas, "três pequenas lagoas salgadas, cujas comunicações com o mar só se estabelecem em marés altas". Em 1501, a expedição marítima comandada por Américo Vespúcio, italiano a serviço da Coroa portuguesa, também alcança terras alagoanas. Descobre a embocadura do Rio de São Francisco, assim chamado por ter ocorrido a 4 de outubro, dia em que a Igreja Católica festeja aquele santo. Um ano após a descoberta do Brasil, o território alagoano já figurava nos mapas portugueses. Apesar desta e de outras expedições exploratórias, manteve-se o comércio entre os índios do litoral alagoano e os piratas e mercadores franceses. Gabriel Soares revela que nada menos de três portos existiam nas costas das Alagoas com a denominação dos franceses. "Havia o porto Velho dos Franceses, quatro léguas antes do rio São Miguel, havia o Porto Novo dos Franceses, duas léguas para o sul do mesmo rio e o Porto dos Franceses na enseada do Coruripe". Prova do intercâmbio constante e em toda parte do produto utilizado na tinturaria mundial A presença do corsário francês concorreu para a decisão de colonizar-se o Brasil. Concluíram os portugueses que, sem a sua ocupação, a perderiam. Esta faixa territorial com uma flora rica atraiu as piratarias francesa e espanhola na traficância do pau-brasil com o íncola da região, nos primeiros anos do século XVI. Os habitantes primitivos das Alagoas eram selvagens bronzeados, de estatura mediana, cabelos pretos e lisos e olhos castanho-escuros. Oriundos principalmente do grupo Tupi -- na costa --, subdividiam-se em diversas tribos, entre as quais os Caetés e o grupo Tapuia -- no interior -- distribuído entre os Cariris, que se subdividiam, entre outras tribos, em Vouvés, Aconãs, Chocós, Romaris, Mariquitos e Abacoatiaras e os Chucurus. As duas expedições de Cristóvão Jacques, em 1516 e 1526, tiveram como objetivo afastar os franceses da costa nordestina, reprimindo o contrabando de pau-brasil e, através da fundação de feitorias e atalaias costeiras, procurando consolidar o domínio português. Mas foi só em 1534, quando D. João III implantou o sistema feudal da divisão das terras em Capitanias Hereditárias, que o combate aos piratas se acentuou. No processo de colonização portuguesa, Alagoas integrava o pedaço que coube a Duarte Coelho Pereira, "incluindo 60 léguas da costa da Barra de São Francisco e Igarassu, segundo foral de 24 de outubro de 1534", o qual se denominou Nova Lusitânia. O primeiro donatário foi um empresário e chefe militar de qualidades excepcionais. Decidido a limpar o litoral da presença dos franceses, desceu até o Rio São Francisco. Rica em terras, águas e matas, Alagoas possuía os fatores essenciais para a exploração da cana-de-açúcar e sua industrialização. Com, praticamente, o extermínio dos indígenas, o território alagoano foi considerado pronto para a colonização. Empreendeu-a Duarte Coelho de Albuquerque, o segundo donatário, com duas expedições. No comando da primeira, o próprio donatário explorou o litoral e, subindo o São Francisco, a sete léguas de sua foz, fundou uma feitoria, ou arraial fortificado, num penedo ali existente. Data dessa época o surgimento de Penedo, embora se acredite que franceses , antes, lá teriam estado, comerciando com os Caetés. No comando da segunda expedição, no decênio 1575-1585, estava Cristóvão Lins, que conquistou as terras dos índios potiguares e se aliou a outras tribos. Dividida a Capitania em sesmarias, Cristóvão Lins recebeu um feudo, que se tornaria um dos grandes núcleos do povoamento e expansão agrícola. Lançou os fundamentos de Porto Calvo, onde se fixou com sua mulher, Adriana de Holanda. Fundou sete engenhos, sendo cinco no hoje território alagoano. A prosperidade da Capitania de Pernambuco atraía colonos de Portugal, das ilhas e colônias lusas na África e na Ásia, e, também das demais Capitanias do Brasil. Com o colono branco e cristão, veio o escravo negro. Desde o século XVI, o tráfico africano coopera com a economia da região e integra-se ao seu amálgama étnico. Como diz Abelardo Duarte, "foram os negros escravos os que mais trabalharam para a prosperidade de nossa terra, nos primórdios coloniais. Foram eles, em verdade, os colonizadores anônimos ". A invasão holandesa, em 1630, na capitânia de Pernambuco, deu motivo a que se iniciasse uma luta pela ocupação da capitania, já então rica, pela prosperidade advinda da industrialização da cana-de-açúcar, com a fundação de dezenas de engenhos, inclusive na terra alagoana em Porto Calvo, Alagoas, Penedo, Santa Luzia do Norte, São Miguel e Camaragibe, que se tornaram centros de atividade agrícola e comercial. Na guerra holandesa foi teatro de lutas, local de asilo da primeira imigração pernambucana, trazida por Mathias de Albuquerque; campo de batalhas e de vitórias e ponto principal dos Quilombos, em especial o dos Palmares, exemplo da reação do negro africano, transportado do Congo, de Angola e de Moçambique, para miscigenação étnica de nosso povo e para ajuda ao desenvolvimento econômico. À roda dos engenhos disseminados no norte alagoano, foram surgindo vilas e burgos, como Camaragibe, São Luis do Quitunde e Porto de Pedras. A Antônio de Barros Pimentel foi doada a sesmaria de Santo Antonio dos Quatro Rios, extensa faixa banhada pelos rios Manguaba, Tatuamunha, Camaragibe e Santo Antonio. Sua sesmaria, vizinha a Cristóvão Lins, logo se cobriu de canaviais. Vastíssimas foram as concessões a Miguel Gonçalves Vieira, provedor da Fazenda Real. Abrangiam uma faixa costeira que ia de Santo Antônio do Meirim à Enseada de Pajuçara, cingindo a Lagoa Mundaú. Entre os engenhos levantados nela, destacam-se os que dão origem a Maceió e a Santa Luzia do Norte (Alagoa do Norte). Antônio Martins Ribeiro, que recebera uma légua em quadra dessa sesmaria, foi ocupante pioneiro do Vale do Mundaú. A sesmaria doada a Diogo Soares da Cunha, abrangendo cinco léguas de litoral, de Pajuçara ao Porto do Francês, e sete léguas de fundo, expandiu-se pela Lagoa Manguaba. Seu filho, Gabriel Soares, fundou dois engenhos, o Novo e o Velho. Das suas terras, surgiu a Vila da Madalena, depois Alagoa do Sul e Alagoas, que seria a cabeça da Comarca e antiga capital. Dela, parte um processo de irradiação econômico-social, do qual resulta a fundação de outros importantes marcos de povoamento, como Pilar, Maceió e Santa Luzia. Na raiz de cada um desses núcleos, está o engenho de fabricar açúcar. E, pela sucessão dos latifúndios dedicados ao mesmo fim, define-se a vocação monocultora da grande propriedade. Assim, na sesmaria doada a Antonio de Moura Castro -- uma faixa que, pelo litoral, começa no Porto do Francês e vai até o Picão, em Coruripe --, a cultura da cana gera a cidade de Coruripe e a Vila do Poxim. Do engenho São Miguel, fundado pelo sesmeiro Antônio Barbalho, surge a cidade de São Miguel dos Campos. Nas sesmarias da região sanfranciscana, favorecida pelos extensos e ricos pastos, aparecem as fazendas e currais de gado.- Penedo é o único núcleo que não se vincula, diretamente, à exploração do açúcar, e, com suas fazendas de gado de corte ou leiteiro, se integra na civilização do couro. O povoamento do território alagoano se processou lentamente, mas admite-se que nossa formação originou-se de três grupamento básicos: Penedo, Porto Calvo e Alagoas (atual Marechal Deodoro)-,. Remontando ao século XVI, como afirma Werther Vilela Brandão, apenas Porto Calvo comprova a sua existência naquela época com a denunciação feita em Olinda perante o visitador do Santo Ofício, em 27 de janeiro de 1594, por Fabião Lopes. Da fundação de Penedo não há informações seguras, mas supõe-se que seja posterior à bandeira empreendida pelos filhos de Duarte Coelho, o Velho, entre 1560 e 1565, para combater o gentio. Data de 1566 o naufrágio, na costa alagoana, nos baixios de Dom Rodrigo, da Nau N. S. da Ajuda, e o trucidamento, na barra de São Miguel, do bispo Dom Pero Fernandes Sardinha. Em 1611, é possível fixar a data da fundação de Alagoas do Sul que, com Penedo e Porto Calvo receberiam, em 1636, no auge das lutas holandesas, a sua elevação à categoria de vila, pelo 4º donatário, Duarte de Albuquerque Coelho. Vale lembrar que Santa Luzia do Norte, de acordo com as deduções do historiador alagoano Werther Brandão, inclui-se como mais um dos pontos básicos do povoamento da região. Embora tenha se processado muito lentamente a colonização do Vale do Mundaú, torna-se evidente a existência do povoado de Nossa Senhora da Luz, da Vila Nova de Santa Luzia, em 1608. Em 1630 era erigida a Vila. -Em 1711 foi Alagoas elevada à categoria de comarca, e pelo Decreto Real de 16 de setembro de 1817 desligada da capitania de Pernambuco e constituída em capitania independente. A emancipação da comarca se deveu a fatores econômicos e demográficos. Ela se processou no ano da Revolução Republicana, que se desencadeou em Recife, repercutindo nas Alagoas. Todavia, Vitoriano Borges da Fonseca, comandante das armas, a quem os rebeldes prestigiaram, não teve habilidade necessária para a adesão desejada e fugiu, comprometendo o êxito da Revolução. Desarticulou-se também em Alagoas o seu apoio. Ao então ouvidor Antonio Ferreira Batalha, por sua atitude de apoio ao Rei, e criação de um governo provisório na comarca, deve-se, ainda, a emancipação. Alagoas, em 1817, contava com oito vilas, tinha uma população de 100 mil habitantes e dividia-se em 10 freguesias. A sua indústria açucareira constituía-se de engenhos. E a agricultura desenvolvia-se com a cultura do algodão, do fumo e do milho. Havia uma intensa exploração de riqueza vegetal - em madeiras de construção civil e naval, em plantas resinosas e tinturiais, oleaginosas e têxteis. A pecuária povoava extensas várzeas do vale do Mundaú e as terras do sertão. Esses fatores, incontestavelmente, contribuíram para a sua emancipação. O Alvará de 16 de setembro de 1817 não fixou limites à Capitania das Alagoas. O povoamento progressivo, disseminando-se em povoações que mais tarde se tornariam freguesias e vilas, veio firmar os contornos geográficos do território da então comarca das Alagoas, caminhando naturalmente do litoral para o sertão. Os latifúndios marcaram as fixações interioranas das grandes propriedades de Porto Calvo, Camaragibe, Coruripe, Santa Luzia do Norte. Os senhores de engenhos, os "coronéis- , dominavam a política e a administração. Foi primeiro governador da Capitânia de Alagoas, Sebastião Francisco de Melo e Póvoas. Maceió era uma pequena vila. A sede do governo, oficialmente, era a velha Vila das Alagoas, e somente em 1838 seria transferida para Maceió. O movimento denominado Cabanadas, irrompido em 1832, na zona da mata de Pernambuco, teve adeptos em Alagoas. Em 31 de dezembro de 1859 o Imperador Pedro II e D. Tereza Cristina chegavam, em Maceió. Alagoas participou da guerra do Paraguai. Há troféus nos museus do Instituto Histórico que assinalam essa participação nas batalhas de Tuiuti, Angustura, Campo Grande e Tororó. Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto foram duas glórias alagoanas nos campos de batalha paraguaios. Depois fortificou-se o espírito brasileiro nas ideias abolicionistas. A Sociedade Libertadora Alagoana constituiu o "coração cívico do movimento". Dias Cabral, Diegues Júnior, Antonio José Duarte, Eusébio de Andrade, Luis Lavenère, Gomes Ribeiro e Fernandes Lima foram divulgadores da propaganda abolicionista. Em 1889, um alagoano proclamou a República, que foi consolidada, logo após, pelo Marechal Floriano Peixoto, também de Alagoas. ESBOÇO CULTURAL -Da escola que os jesuítas fundaram, pelo meados do século XVII, à margem esquerda do rio São Francisco, no local que passou a ser conhecido como Porto Real do Colégio, não há documentação a respeito. Imagina-se, como afirma Craveiro Costa: -É de crer que os padres visassem exclusivamente à conversão dos gentios dos arredores, erradio e escapo às violências dos primeiros avanços, aldeando-os para os trabalhos agrícolas e para a sujeição espiritual -. E conclui - Não há em outros pontos de Alagoas vestígios desses exímios professores. A eles, pois, nada deve a formação intelectual de Alagoas -. Anteriormente ao Alvará de 28 de junho de 1759, que oficializou o ensino público em Portugal e colônias, em Alagoas, o ensino era privativo dos conventos, por serem praticamente os únicos centros de cultura. Dois conventos franciscanos, um em Alagoas e outro em Penedo, iniciaram a vida cultural do território, criando, em 1719, aulas de gramática, -para os filhos dos moradores sem estipêndio algum-. O Seminário de Olinda, bem como o da Bahia constituíram-se em centros de formação intelectual. Destaca-se, à época, Frei João de Santa Angela, o primeiro autor alagoano, ao publicar, em 1754, em Lisboa, uma obra lírica, em Latim, tendo ainda lecionado Filosofia, Retórica, Teologia e Matemática. Desde 1799 funcionavam escolas públicas na Comarca, criada em 1711, com três povoamentos principais: Alagoas, Penedo e Porto Calvo. Raros alagoanos se formaram, antes em Coimbra, e depois nos cursos jurídicos do Recife e de São Paulo e na Escola de Medicina da Bahia, razão pela qual os celeiros da cultura, eram os conventos, capazes de produzir os primeiros intelectuais da Colônia. Outros religiosos, tais como, frei Santa Margarida de Cortona Fiuza, frei Joaquim da Purificação --, também se revelaram na lira e no púlpito. No início do século XIX existiam no território alagoano, uma cadeira de gramática latina e uma escola de primeiras letras, na cidade de Alagoas e uma escola primária em Santa Luzia do Norte, subvencionada pelo governo. Na Revista do IHGA, n. 2, p. 31, está a transcrição de -Provisão Régia de Primeiras Letras da Freguesia do Norte Bartholomeu Antônio de Souza, por Dom José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, por Mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo de Pernambuco, do Conselho de Sua Majestade e, por Sua Alteza Real o Príncipe Regente, Director Geral de Estudos das Capitanias de Pernambuco, Bartolomeu apresentou documentos que juntou ao seu requerimento, na forma do nosso Edital de 16 de Fevereiro de 1799, houvemos por bem o nomear professor das primeiras letras da Freguesia de Santa Luzia da Povoação do Norte, por tempo de tres anos, se antes disto não mandarmos ao contrário, vencendo o ordenado anual de setenta e cinco mil reis". O documento é datado de 26 de maio de 1800. Após, em 1817, a criação da capitania, a instrução pública tomou impulso, visando ao ensino secundário das classes abastadas. Em 1821, Melo e Povoas criou duas cadeiras na província: Filosofia e Geometria. No primeiro Conselho Geral da Província, em janeiro de 1830, o conselheiro José Henriques de Amorim, destacando a deplorável situação intelectual que -apenas contava entre os naturaes três pessoas formadas, duas em lei e uma em medicina,- propôs a criação de algumas aulas secundárias. Na segunda sessão do Conselho, Vieira Perdigão pediu a criação de aulas de Retórica, Filosofia, Geometria e Francês, em Penedo, e Economia Politica e Agricultura, em Alagoas. Seu pedido ficou sem solução. Instalada a Assembleia Provincial, em 1835, sua incursão no ensino foi no sentido de criar uma aula de filosofia e outra de francês na vila de Penedo. Não atentou para a situação do ensino primário. Os Seminários de Olinda e da Bahia continuavam sendo os principais fornecedores dos letrados. O surgimento de jornais, panfletos e pasquins, a serviço das causas políticas e sociais, projeta a atuação intelectual profana, na qual muitos religiosos atuaram. O ensino secundário só foi regulamentado em 1849, com a criação do Liceu de Maceió. Em 1853, Silva Titara, na qualidade de primeiro diretor da Instrução Pública, fez uma reforma que, entre outros aspectos, cogitou da formação do professorado primário, criando, anexo ao Liceu, um curso normal, que seria instalado em 1869, quando se lhe deu regulamento. Dois anos depois, em 1867, havia 117 escolas oficiais, sendo 70 para meninos e 47 para meninas. A instrução particular contava com 64 escolas. Cabia ao Liceu Alagoano e à Escola Normal a instrução secundária. Em 1889, o ensino público era no Liceu Alagoano, ao qual funcionava anexo um curso normal; no Liceu de Penedo e em 184 escolas primárias. Existia um Liceu de Artes e Ofícios, particular e subvencionado, que reorganizado em 1900, foi extinto em 1915. Somente no século XX é que surgiram as escolas municipais. Tentou-se uma reforma do ensino, em 1915, baseada na experiência paulista, porém sem êxito, em parte pelos custos que representaria. Persistiu a orientação arcaica da escola simplesmente alfabetizadora. O ensino primário oficial era ministrado por escolas estaduais de duas categorias: isoladas e agrupadas, sendo três grupos e 29 escolas isoladas na Capital, e 235 estabelecimentos isolados no interior. O mais antigo grupo, construído por subscrição pública, foi inaugurado em 1879, com o nome de Pedro II, no prédio da antiga Escola Modelo, na praça Deodoro, onde hoje esta instalada a AAL. O segundo é o Thomaz Espíndola, na Levada, inaugurado em 1913. O terceiro, na Pajuçara, é o Diegues Júnior, inaugurado em 1917. Nos dias atuais, o Ensino Profissional está a cargo da Escola Técnica Federal de Alagoas, antiga de Aprendizes Artífices, criada em 1910, e o Ginásio Industrial Princesa Isabel, fundado em 1931. No âmbito particular, funcionam o SENAI e o SENAC. Existem ainda a Escola Técnica do Comércio de Alagoas e a Escola Técnica de Comércio de Maceió. O ensino técnico-comercial é também ministrado pelo Colégio Guido de Fontgalland. O Orfanato São Domingos mantém cursos de alfaiataria, tipografia entre outros. O ensino rural era ministrado pelo Colégio Agrícola Floriano Peixoto, em Satuba, mantido pelo governo federal. Alagoas guarda um tesouro folclórico, apesar das mudanças com a urbanização, o consumo de massas, a influência do rádio e da televisão e a industrialização. A herança peninsular e a contribuição africana se fundiram, enriquecendo o folclore alagoano em sua natureza temática e coreográfica, bem como no fundo narrativo. Assim, é terra de reisados, cheganças, pastoris, torneios, maracatus e quilombos. Dispõe Alagoas de duas instituições culturais de relevo: o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, fundado em 1868, que se destaca pelo seu acervo e pela revista que publica e a Academia Alagoana de Letras, criada em 1919. A religião predominante é a católica. O marco são os conventos, em especial o de Marechal Deodoro e o de Penedo. Antes da emancipação, todo o seu território era parte integrante da Diocese de Olinda, juntamente com Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Maceió integrava, até 1819, a paróquia de Santa Luzia do Norte. As primeiras paróquias foram as de Porto Calvo, Santa Maria Madalena e Penedo do Rio São Francisco. Entre a emancipação e a proclamação da República, somente 16 novas paróquias foram instaladas. Após a República, em 1900, é criada a Diocese de Alagoas, compreendendo o território do estado e com sede na capital. Em 1920, recebe a categoria de Arquidiocese. Penedo torna-se sede de diocese em 3/4/1916, enquanto Palmeira dos Índios seria em 10/2/1962. Dentre as várias denominações evangélicas, as mais expressivas são as Assembleias de Deus e a Batista. Os primeiros missionários presbiterianos chegaram em 1885. Vieram, logo depois, os batistas, seguindo-se outros grupos: Pentecostais (com as diversas ramificações), os adventistas e os congregacionistas. Agricultor por excelência, o senhor de engenho preocupava- se com a prosperidade material dos seus domínios, ao redor de quem giravam a vida das famílias, as decisões políticas. A prole crescia com os casamentos endogâmicos, à medida que se multiplicavam fábricas, casas-grandes, capelas, senzalas. Não havia, nesse contexto campo para o aprimoramento intelectual. Os homens geriam suas propriedades, cuidavam da defesa da terra. As mulheres faziam renda ou se esmeravam no preparo da culinária. As manifestações culturais correspondentes a essa fase dos engenhos restringiram-se ao Folclore. Manuel Diegues Júnior, no livro O Bangüê das Alagoas, afirma: " é rico o material folclórico que se encontra no engenho e no açúcar. Em todo o Nordeste são interessantes e várias as manifestações folclóricas referentes à cana-de-açúcar, ao engenho ou ao senhor de engenho, ao canavial ou à cachaça". Em Alagoas, aponta como dança tipicamente de engenho, "porque nela nascida: o coco, originado do samba africano, dançado nos terreiros da casa-grande". Tinham caráter rural não apenas as festas de Natal, mas também as juninas e a "botada", marcando o início da moagem. No século XIX, após a criação dos Cursos Jurídicos de Olinda e de São Paulo, e, posteriormente, da Escola de Medicina da Bahia, apareceu uma elite intelectual que, oriunda dos engenhos, após a diplomação não mais regressava à vida rural e se fixava em Maceió: a fim de exercer a profissão. Dessa forma, uma plêiade de homens ilustres, filha dos banguês, destacou-se na sociedade alagoana. Manuel Diegues Júnior chama a atenção para o fato de nossos poetas e artistas não terem se inspirado no açúcar como era de esperar. Os motivos regionais entraram em nossa literatura apenas nos fins da década de vinte. ASPECTOS FÍSICOS Clima - Oferece características e variações, por força das influências locais de relevo, altitude, direção das estruturas das elevações, calhas dos rios portadores de ventos e umidade. Ivan Fernandes Lima divide-o em tropical chuvoso quente e úmido, e semi-árido quente e seco. É úmido na parte oriental do Estado, pela presença do mar e da mata atlântica, como também pela maior profundidade de seus solos, resultantes da decomposição química. Por outro lado, a frente da Escarpa Cristalina Oriental serve de anteparo aos ventos carregados de umidade, provocando o movimento ascensional desses mesmos ventos e chuvas constantes, face ao seu resfriamento nas altas camadas da atmosfera. É semiárido na região sertaneja, por força da maior distância do mar e da barreira orográfica do "Mar de Morros", que barra as emissões de ventos úmidos soprados do Atlântico. Algumas áreas, no entanto, são beneficiadas por alguns ventos úmidos, como a região da Bacia Leiteira (Batalha e municípios vizinhos), em consequência dos ventos que ali chegam canalizados pela calha do Rio São Francisco, bem como no alto dos maciços de Santana do Ipanema, Mata Grande e Água Branca. Orografia - Cerca de dois terços da superfície estadual compreendem altitudes que não alcançam 200 metros. O litoral, de baixa altitude e ocupado por terrenos arenosos, caracteriza-se pela presença de restingas e lagoas. Na orla litorânea, em Maragogi e Barra do Camaragibe, encontram-se falésias de até 30 metros. Acompanhando o litoral, há um cordão de recifes, destacando-se o da Baixa Verde, próximo a Maceió. Entre as baixadas litorâneas e as elevações cristalinas do interior, há os planaltos pouco elevados, conhecidos por tabuleiros, com cerca de 40 a 50 metros, podendo atingir até 90 metros e mesmo, 200, no interior, nas Chãs. Afirma Bonfim Espíndola, na sua Geografia Alagoana: "O sistema orológico do Estado, quanto às serranias que bordam o Rio São Francisco, é o mesmo da Borborema, cujo nó no centro e a serra Araripe, que dista 30 léguas do salto grande da Cachoeira de Paulo Afonso, donde parte a Borborema propriamente dita, que depois de ter atravessado mais de 50 léguas do sertão dos Estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, fenece perto do Cabo de São Roque; a Ibiapaba que separa o estado do Piauí do Ceará e fenece junto ao Atlântico e a dos Cariris que dirige-se para o Sul e, chegando à margem ocidental do Rio São Francisco, atravessa-o no lugar das cachoeiras para estender-se de novo pelas margens opostas, oferecendo diversas abas, quer de um, quer de outro lado. Quanto às demais serranias do Estado, de nenhum outro sistema especial fazem parte, constituindo apenas um grupo que deve ser considerado pertencente ao sistema geral. " De outra parte, assim descreve Ivan Fernandes de Lima, em sua Geografia de Alagoas: "O relevo de Alagoas compreende o trecho meridional da Borborema, conhecido, localmente, como Planalto de Garanhuns. Tem a forma de um leque, a se rebaixar, em níveis escalonados, para o Rio São Francisco e para o mar. Seus gigantescos patamares semi-circundam o núcleo mais elevado, a noroeste de Garanhuns. Fora desta área existe no ocidente alagoano uma zona elevada, pertencente às áreas de Água Branca e Mata Grande, e, no trecho centro-norte o pequeno maciço de Santana do Ipanema-.. Considerado nos traços gerais, esse relevo tem aspectos particulares no conjunto de suas formas variadas, sendo dividido, por Ivan Fernandes de Lima em: a) Planície ou Baixada Litorânea - -Abrange a formação das praias, dos terraços marinhos, das restingas, dos cordões litorâneos, dos recifes da costa e dos terrenos semi-pantanosos dos mangues.-Sempre dominadas pelas elevadas encostas dos tabuleiros, ou seja as falésias, quando do lado marinho, e as ribanceiras, aquelas que, paralelamente, acompanham os rios ou marginam as lagoas. b) Baixo Planalto Sedimentar dos Tabuleiros - -Formado pelas terras pouco elevadas que se estendem do mar, com suas falésias, até às primeiras serras cristalinas para oeste, denominadas tabuleiros.- Sua altitude é de 40 a 50 metros sobre o nível do mar, na frente dos penhascos, e de 200 metros no interior, nas denominadas chãs. c) Base Oriental da Escarpa Cristalina ou Depressão Periférica - Escarpa é expressão usada para designar as frentes dos batentes dos planaltos de Brasil e se justificar o termo serra. A base da escarpa é uma área rebaixada ao longo da escarpa oriental, a qual optou por denominar de depressão periférica. Para Ivan Fernandes de Lima é a parte do território onde -morros e serras instalam-se nela, numa paisagem de vales rebaixados. Os seus rios correm paralelos à própria escarpa e infletem para o mar, ou deságuam noutros e sempre descobrem a rocha matriz.- Do sudeste para nordeste aparecem as serras: Bolívia, Cabeça de Porco ou Brejinho, Cachoeira, Espinhaço da Gata, Junqueiro (mesmo que esteja muito afastada da escarpa), Limoeiro e Preguiça. d) Escarpa Cristalina Oriental. -Quando se findam os tabuleiros e passamos pela -depressão periférica-, deparamo-nos com a Escarpa Meridional do Planalto da Borborema, na parte do Planalto de Garanhuns. Em Alagoas denominamos Escarpa Cristalina Oriental, na parte voltada para o mar, porque uma outra existe, para o lado ocidental do sertão-. As serras dessa categoria são: Azul, Bananal, Batente, Cocal, Cotia, Cruzes, Cuscus, d-Água Dois Irmãos, Maricota, Mariquita, Naceia, Ouricuri, Ouro, Pedra Talhada, Tamoatá. e) Patamar Cristalino do Nível de 500 metros. -Vencidas as cumeadas do batente da Escarpa, alcançamos, na parte centro-norte-oriental, uma superfície de 500 metros de altitude, aparentemente irregular, com seus morros, planos soerguidos e vales escavados-. Destacam-se as serras: Bananal, Barriga, Bois, Bolandeira, Cachorro, Cafuxí, Cajaíba, Canastra, Carrapateira, Cassessé, Cigana, Cocal, Dois Irmãos, Esconso, Galho-do-Meio, Galhos, Gravatazinho, Guaribas, Frio, Laje, Manacan, Maracujá, Olho d-Água, Paquevira, Pedra Branca, Pedras do Bolão, Pelada, Poço Comprido, São Pedro, Serrinha, Surrão Velho, Tanque d-Arca, Tavares, Tronco, Vento, Vigia. f) Escarpa Cristalina Ocidental. -A base desta escarpa difere da oriental, pois não existe depressão periférica-. Destacam-se: Bonifácio, Cedro, das Flores, Luciano, Muro, Palmeira, Pinhas ou Piãs, São Pedro,Vento. g) Pediplano Sertanejo - -O conjunto de terras pouco onduladas do oeste alagoano-. Nessa categoria se encontram os três maciços do estado: Água Branca, Mata Grande e Santana do Ipanema. Destaque para as serras: Água Branca, Almeida, Bernardino, Bois, Branca dos Lençois, Brecha, Caiçara ou Maravilha, Camonga, Capelinha, Carié (morro), Cavalos, Chico, Corcunda, Crauanã, Gavião, Gravatá, Guaribas, Gugi, Jacioba, Japão, Lagoa , Laje, Mangabeiras, Mãos, Padre, Pai Mané, Panela, Parafuso, Pariconha, Pilões, Poço, Porteiras, Priaca, Rosário, Santa Cruz, Santa Rosa, Sobrado, Solteiros,Velame. Hidrografia - Com base em Geografia de Alagoas, de Ivan Fernandes Lima, os rios são identificados em duas vertentes: a dos rios orientais, que deságuam no Atlântico e a dos rios ocidentais que vão despejar no Rio São Francisco. São pequenas bacias hidrográficas em geral oriundas do Planalto da Borborema. O conjunto de seus rios forma o tipo de drenagem radial. No caso dos rios orientais, o centro dispersor é o Planalto de Garanhuns, enquanto para os ocidentais é o conjunto da serra do Orobó, junto a Pesqueira, ambos em Pernambuco. Rios de planalto, em sua maior extensão, com cachoeiras e pequenas corredeiras, até atingirem a baixada litorânea, onde deslizam como rios de planície. Enquanto os da primeira vertente são perenes, em parte pela umidade que lhes vem do Atlântico, os da segunda são, em sua maioria, temporários, ou seja correm somente em parte do ano. Deságuam no Oceano Atlântico- Não tomando em conta o Rio São Francisco, que é destacado a seguir, com seus afluentes, e na direção do sul para o norte, na vertente oriental, temos os rios Coruripe, Poxim, Jiquiá ou Jequiá; São Miguel; Niquim; Samaúma; Lagoa Manguaba e Rio Paraíba-do-Meio, Lagoa Mundaú e Rio Mundaú, Reginaldo, Jacarecica, Guaxuma, Garça Torta, Doce, Pratagi, Santo Antônio Mirim ou a sua corruptela Rio Meirim; do Senhor, Suassui, Caxéu, Sapucai, Jitituba; Santo Antônio Grande, Camaragibe, Tatuamunha, Lajes, Manguaba, Salgado, Pitangui, Maragogi, Paus e Persinunga, este na fronteira com Pernambuco. Afluentes do São Francisco, rio de fronteira que separa Alagoas de Sergipe e deságua no Oceano Atlântico. Na direção interior para o litoral, temos, agora na vertente meridional-ocidental: Moxotó, na fronteira ocidental com Pernambuco; Botoque ou Pariconha, ou, ainda, Mosquito; Talhada, Capiá, Grande, dos Farias, Jacaré, Ipanema, Traipu, Itiuba, Boacica, Perucaba, Piauí e Marituba, sendo que estes três últimos deságuam no mar, por força dos depósitos acumulados, que acabam por desviá-los para sudeste. Rios de fronteira com Pernambuco: Jacuipe aflunte o Taquara; Parafuso (Mata Grande) e Pedra do Bola (Ouro Branco, Maravilha). Lagoas - São 22 as principais lagoas do estado, às quais deve ele seu nome. São divididas em três tipos: as do litoral, autênticas lagunas invadidas pelo mar; as da margem do Rio São Francisco, formadas e invadidas pelo grande rio, e, finalmente, as de terras interiores, as quais podem ser permanentes ou temporárias. Entre as do litoral destacam-se: Mundaú ou do Norte, Manguaba ou do Sul, Jiquiá, Roteio, as da área da vila do Poxim: Escura, Tabuleiro, Guaxuma e Vermelha, Timbó, Patos e do Pau e, finalmente, as lagoas da falésia de Jiquiá: Pacas, Doce, Comprida, Mangues, Taboada, Azeda e Jacarecica. Entre as lagoas da margem do São Francisco, destacam-se: Tororó, Santiago, Jacobina, Cabaceira, Várzea e Sação (as três últimas junto a Traipu), Marcação, Muguengue, de Baixo e Comprida. A partir de São Brás, com as margens do rio mais baixo, encontramos as lagoas Santa Fé, Meio, Tapuia, Várzea, Campo, Sampaio, Enxada, Mocambo, Porta, Cangote, Caldeirão, Sobrado, Grande, Engenho, Marizeiro e Salgada. Abaixo de Penedo, praticamente no delta, encontram-se as lagoas: Botafogo, Mangue, Várzea Grande e Caiada. Finalmente, as lagoas de terra interior, resultado de acumulações, em pequenas depressões, de águas durante a estação chuvosa, destacam-se as lagoas Santa Luzia, Curral, Gado Bravo, Pé Leve e Lunga, estas de água doce ou salobra. Em Palmeira dos Índios encontram-se lagoas de água salgada: Porcos, Canto e Nova. Cachoeiras - Embora a maioria se encontre na vertente oriental, devido ao caráter permanente das águas, a maior delas, Paulo Afonso está na vertente do Rio São Francisco. A segunda em importância é a cachoeira Serra d-Água, no Rio Camaragibe, encontrando-se, ainda, Catita, no Rio Jacuípe, Duas Bocas e Piaba, ambas no Rio Manguaba; São Francisco da Cachoeira, no Rio Castanheiro; Tombador, no Rio Santo Antônio Grande, Escada, no Rio Mundaú, na divisa com Pernambuco. Além da cachoeira, entre as localidades de Rio Largo e Gustavo Paiva, ficam as lagoas Tombador, no Mundaú-Mirim; Dois Irmãos, no Paraíba-do-Meio; Grande, no Rio Caçamba; Serraria, no Rio Paraibinha e Poço Redondo, no Rio Porongaba. A costa é constituída de vários aspectos, dividindo-os em: costas altas, com falésias, costas baixas, com as praias, além de manguesais, lagunas e recifes. Nelas são encontradas as seguintes pontas: Patacho, nas proximidades de Porto de Pedras; Estância, ao norte da barra do Rio Camaragibe; do Prego, nas imediações do Rio Suaçui e Ponta Verde, em Maceió: no que se refere às praias do Litoral Norte, ou de recifes. E finalmente, no litoral sul, ou de delta, encontram-se o Pontal do Peba e o Pontal do Piaçabuçu. Nessa parte do litoral encontram-se, ainda, os baxios de Dom Rodrigo, do Miaí e Pelea. As ilhas do estado dividem-se nas do Rio São Francisco e nas das Lagoas Mundaú e Manguaba. As do São Francisco se subdividem em ilhas flúvio-marinhas, que ficam até Penedo e as inteiramente fluviais. Entre as primeiras encontramos: da Criminosa, da Fitinha, da Negra, do Monte, do Gondim, da Tereza, do Toinho, do Cachimbão, da Mamoeira, de Santo Antônio, das Canoas e de São Pedro; entre as segundas: Chimaré, Formosinho, São Brás, Prazeres, Santa Maria e Limoeiro. As da lagoa Manguaba são: Frades, Boi, Grande e a de Santa Rita, esta última, segundo Ivan Fernands Lima, pertenceria às duas lagoas. As da lagoa Manguaba são: Tomé, Perrexil, Gonçalão, croa de Holanda, além da de Santa Rita. Fernandes Lima ainda cita, sem definir em qual das duas lagoas: Andorinhas, Fogo e Maranhão. Os portos, enseadas e ancoradouros dividem-se entre os marítimos, os fluviais e os flúvio-marinhos. O mais importante dos marítimos, e mais frequentado do Estado, é o de Jaraguá, na enseada do mesmo nome, seguindo-se o Porto do Francês, um dos que restaram dos três anteriormente existentes. Entre os fluviais destacam-se os da margem do São Francisco: Penedo, Porto Real do Colégio, São Brás, Traipu e Piranhas. Registrem-se a Enseada da Pituba, na foz do Rio Poxim; o porto de São Miguel e o do Batel, na barra da Coruripe. Entre os flúvio-marinhos: Barra Grande, reputada como uma enseada superior à de Jaragua, Porto de Pedras, Tatuamunha, Barra de Camaragibe e Barra de Santo Antônio. Tomando-se, a seguir, por base o estudo Convênio SEMA/SUDENE/Governo do Estado de Alagoas, encontramos: Bacia do Rio Moxotó, rio de fonteira, com seus afluentes Coité ou Manari e Parafuso. (Água Branca, Delmiro Gouveia e Mata Grande) . Principais afluentes: Parafuso, Faveira, Gravatá, Socorro, Lavrador, Pinheiro, Serra Branca, Terra Nova, Covões e Curral de Fora. Os rios Cachoeira e Fundo foram considerados como pertencentes a esta bacia. Bacia do Riacho Botoque (Mosquito, Olaria) (Água Branca, Delmiro Gouveia). Principais afluentes: Salgadinho, Mata Sapo e Marrua. Os rios Salgado e Xingó, foram considerados como pertencentes a esta bacia. Bacia do Riacho Talhada (Água Branca, Delmiro Gouveia, Inhapi, Mata Grande, Olho d-Água do Casado, Piranhas). Principais afluentes: na margem direita, Cágado, Poço das Pedras, Boa Vista e Tomboque; na margem esquerda:, Fundo, Olho d-Água Seco, Duas Pombas, Seco, Gravatá, José Rodrigues e Águas Mortas. Os rios Castanha e Olho d-Água também foram considerados como pertencentes à Bacia do Riacho Talhada. Bacia do Rio Capiá (Canapi, Inhapi, Maravilha, Mata Grande, Olho d-Água do Casado, Ouro Branco, Pão de Açúcar, Piranhas, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera) Principais afluentes, na margem direita, Canapi, Tijolo, Limoeiro, Tavares, Vergonha (?), Bebedor, Salina, Lira, Promissão, Cabeceira, Analó, Ipueira, Cabeças, Zuza, Inferno; na margem esquerda, : Analá, Carié, Mandacarú, Navio, Laranjeira, Tingui, Cacimbas, Sal. Bacia do Riacho das Piranhas ( Olho d-Água do Casado, Piranhas). São considerados como seus componentes os rios Piranhas, Poção, Sinimbu, Umbuzeiro, Cascavel, Uruçu. Bacia do Riacho Belém ( Pão de Açúcar). Seus componentes: Belém e Pau da Canoa. Bacia do Riacho Grande (Carneiros, Pão de Açúcar, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera). Seu principal afluente é o Riacho Bananeiras. Bacia do Riacho Pau Ferro ( Pão de Açúcar, São José da Tapera ), sem afluentes de importância. Bacia do Rio Farias (Monteirópolis, Palestina, Pão de Açúcar, São José da Tapera) . Possui diversos afluentes de pouca importância e com denominação local. Bacia do Rio Jacaré (Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Monteirópolis, Olho d-Água das Flores, Palestina, Pão de Açúcar, São José da Tapera). Principais afluentes: Tanque, Vacas, Chita, Garrotes. Foram incluídos nesta bacia os rios: Porteiras, Boqueirão, Tapuia, São Felipe. Bacia do Rio Ipanema ( Batalha, Belo Monte, Dois Richos, Jaramataia, Major Isidoro, Maravilha, Olivença, Olho d-Água das Flores, Ouro Branco, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema. Principais afluentes na margem direita, ir. : Bola, Tenente, Sítio, João Gomes, Desumano; na margem esquerda, Camuxinga, Gravatá, Dois Riachos, Cachoeira. Bacia do Riacho Jacobina (Belo Monte, Traipu). O rio Caraíba foi agrupado nesta bacia. Bacia do Rio Traipu ( Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Igaci, Jaramataia, Girau do Ponciano, Major Isidoro, Minador do Negrão, Palmeira dos Índios, Traipu). Principais afluentes: na margem direita, : Torta, São Vicente, Minador, Galinhas, Sertão; na margem esquerda, Campos, Salgado, Porta, Doce, Tingui, Palha, Salgadinho, Japão, Capivara, Isca, Sal, Priaca. Bacia do Riacho da Taboca ( Olho d-Água Grande, São Brás, Traipu) Sem afluentes importantes. Bacia do Rio Itiuba (Campo Grande, Girau do Ponciano, Olho d-Água Grande, Porto Real do Colégio, São Brás, Traipu) Principais afluentes Camarões, Mocambo, Saldanha, Prata. Bacia do Rio Boacica (Campo Grande, Feira Grande, Igreja Nova, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Penedo, Porto Real do Colégio, São Sebastião). Principais afluentes: Gado Bravo, Passagem da Moça. Bacia do Rio Perucaba ( Arapiraca, Feira Grande, Igreja Nova, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Penedo, Porto Real do Colégio, São Sebastião ). Principais afluentes: Garcia, Persiga Bacia do Rio Piauí (Arapiraca, Coruripe, Feliz Deserto, Igreja Nova, Junqueiro, Limoeiro de Anadia, Penedo, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio, São Sebastião. Principais afluentes: na margem direita, Seco, João Velho, Estiva, Marituba, Cachoeiras; na margem esquerda, Imbui, Água dos Meninos, Camundongo. Bacia do Litoral Sul (Piaçabuçu). Inclui os riachos Retico, Pedrinhas, Camurupim, Potenji e Tumuacum. Afluentes principais: Camurupim, Pedrinha, Retico. Bacia do Riacho Feliz Deserto (Coruripe, Feliz Deserto). Afluentes principais: Miaí de Cima, Miaí de Baixo, Jaou, Feliz Deserto. Bacia do Rio Coruripe ( Arapiraca, Belém, Campo Alegre, Coité do Noia, Coruripe, Igaci, Junqueiro, Limoeiro de Anadia, Mar Vermelho, Palmeira dos Índios, Tanque d-Arca, Taquarana). Principais afluentes: na margem direita, Panelas, Vitorino, Peixe, Riachão; na margem esquerda, Lunga, Passagem, Francisco Alves, Cruzes, Urutu, São José. Bacia do Riacho Lagoa do Pau (Coruripe) não tem afluentes expressivos. Bacia do Rio Poxim (Coruripe, São Miguel dos Campos). Incluí, além do Poxim, os rios Candeeiro e Vermelho. Bacia das Lagoas ( São Miguel dos Campos). Sete cursos de água do tipo igarapé, que terminam em lagoa temporária, com exceção do Taboado, Mangues, Azeda. Os outros são: Doce, Pacas, Azedo, Jacarecica. Bacia do Rio Jiquiá (Anadia, Campo Alegre, Coruripe, Junqueiro, Limoeiro, São Miguel dos Campos, Taquarana). Principais afluentes: Santa Maria, Joaquinzinho, Aferventa. Bacia do Rio São Miguel (Anadia, Barra de São Miguel, Boca da Mata, Maribondo, Mar Vermelho, Roteiro, São Miguel dos Campos, Tanque d-Arca) . Principais afluentes: na margem direita, Cachoeira, Tapera; na margem esquerda Mata Verde, Nossa Senhora. Bacia do Rio Niquim (Marechal Deodoro, Barra de São Miguel ). Principais afluentes: Branca, Pará. Bacia do Rio Sumaúma Grande (Marechal Deodoro, Boca da Mata, Pilar, Maribondo, São Miguel dos Campos). Principais afluentes: Cabotagem, Mocambo, Sumaúma Mirim. Bacia do Rio Paraíba do Meio (Atalaia, Cajueiro, Capela, Chã Preta, Marechal Deodoro, Maribondo, Mar Vermelho, Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Pilar, Pindoba, Quebrangulo, Viçosa). Afluentes principais: na margem direita, Bálsamo, Quebrangulo, Riachão, Itapecuru, Branca, Porangaba; na margem esquerda, Carangueja, Riachão de Cima, Taquara, Casaco, Anelzinho, Caçamba, Recanto, Paraíbinha, Cacimbinhas. Bacia do Rio Mundaú (nasce em Pernambuco mas drena os municípios alagoanos de Atalaia, Branquinha, Capela, Coqueiro Seco, Ibateguara, Maceió: Messias, Murici, Pilar, Rio Largo, Santana do Mundaú, Santa Luzia do Norte, São José da Lage, Satuba, União dos Palmares). Seu mais importante afluente é o Canhoto, que também nasce em Pernambuco. Oriundos de Alagoas são seus afluentes principais: na margem direita, Gravatá, Antas, Custódio e Satuba; na margem esquerda, Ingazeira, Canhoto, Imbunas, Caruru, Jibóia, Seco, Cana Brava, Macacos, Sapucaia, Branca Grande, Culangi. Bacia do Rio dos Remédios (Riacho da Barra) Apenas em Marechal Deodoro. Seu principal afluente é o Rio Vermelho, pela margem direita. Nota: o outro Riacho do Broma é similar, bem como os afluentes do principal e são autênticos igarapés. Bacia do Riacho Reginaldo (banha só Maceió ) Seus afluentes são pequenos e sem importância, salientando-se o Riacho do Sapo e o Gulandim. Bacia do Riacho Jacarecica (Maceió) liderado pelo rio Jacarecica - cujos afluentes são pequenos riachos de pouca importância -, juntamente com outros riachos e minibacias, tais como: Guaxuma, Garça Torta e Riacho Doce. Bacia do Rio Pratagi ( Maceió: Messias, Rio Largo) Seu principal afluente, pela margem direita, é o Rio Messias. Também se incluem nessa bacia os riachos Doce, Garça Torta e Guaxuma. Bacia do Rio Meirim (Sto. Antônio Mirim) (Flexeiras, Messias e Maceió). Principal afluente é o Riacho do Senhor, pela margem esquerda. Bacia do Rio Sapucaia (Barra de Santo Antônio, Maceió ). São ainda componentes desta bacia os rios: Suauçui - de maior extensão - Juçara, Caxéu , Senhor, Ipioca. Bacia do Rio Santo Antônio (Barra do Santo Antônio, Flexeiras, São Luiz do Quitunde, Messias, Murici) Principais afluentes: da margem direita, Poço Cortado, Mortos, Castanhinha, Jitituba; da margem esqueda, , Uruçu, Quitunde, Caiana. Bacia do Rio Camaragibe (Colônia Leopoldina, Ibateguara, Joaquim Gomes, Matriz de Camaragibe, Novo Lino, Passo de Camaragibe. Principais afluentes: Galho do Meio e Salgado. Bacia do Rio Tatuamunha (Porto de Pedras, Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres). Afluentes principais: Pau Amarelo, Bocrotó, Manjerição, Triunfo, Tatuamunha, Comporta, Lajes, Fonte Grande, Praiano, Oliveira, Marceneiro. Bacia do Rio Manguaba (Novo Lino, Jundiá, Porto Calvo, Japaratinga, Porto de Pedras). Recebe, na margem esquerda, os riachos Camandatuba, Gurpiuna e São João; na margem direita: Manguabinha, Tapamunde, das Pedras, Mucaitá, Macacos, Apara, Canavieiro e Floresta. Bacia do Rio Salgado (Jacuípe, Maragogi, Japaratinga, Porto Calvo ) Além dos afluentes do Rio Salgado, estão incluídos nesta Bacia o Rio Cupuava e o Riacho Bitingoi (??) Bacia do Rio Maragogi (Maragogi) Principais afluentes: Lavadão e Carões. Bacia do Litoral Norte (Rios dos Paus, Itabaiana e Persinunga) Maragogi e São José da Coroa Grande (Pernambuco). Bacia do Rio Jacuípe (Colônia Leopoldina, Ibateguara, Jacuípe, Jundiá, Novo Lino, São José da Lage ). Afluentes principais: na margem direita: Trincheiras e João Dias; na margem esquerda, Canastra e Taquara. Vegetação - De forma sumária, Ivan Fenandes Lima apresenta-a com os seguintes tipos: - Vegetação litorânea - Floresta tropical chuvosa ou mata atlântica - Áreas do cerrado - Vegetação do agreste - Caatinga Fauna - Fernandes Lima divide em duas as áreas portadoras de espécies faunísticas, demonstradoras de pequenas diferenças de habitat: a) a do Litoral e Mata, ou oriental, com suas ambiências radicais e b) a do Sertão-Agreste, ou ocidental, cujas espécies são ligeiramente diversas das da mata e se intercomunicam algumas delas, durante as fases de verão, quando se prolonga a estiagem. E prossegue, dividindo-a no: 1) Subdistrito Oriental a) Ambiente marinho, com peixes, siris, lagostas e camarões. Contam-se, ainda, lagoas ricas em variedades de moluscos ( ostras, sururu, unha-de-velho) e certos tipos de peixes, entre os quais os bagres e carapebas, e finalmente, os rios, em especial o São Francisco, com seus peixes, e no seu delta, perto de Felix Deserto, os jacarés;. b) Ambiente continental da Mata, com os artrópodes, os anfíbios, os répteis, os roedores, os carnívoros, os insetos. 2) Subdistrito Ocidental a) As Caatingas, onde se encontram grande carnívoros e roedores. Recursos Minerais - Rico em minerais: petróleo, gás natural, água mineral, calcário, argila, amianto, mica, quartzo, sal-gema, petróleo e gás natural. Calcário - Jazidas localizadas nos municípios de Mata Grande, São Miguel dos Campos e Batalha. Sua exploração é rudimentar, restrita à produção de cal e de corretivos de solos. Petróleo - A referência a "folhelhos betuminosos" em Riacho Doce e Camaragibe encontrada no Relatório do Boverton Redwood e William Topley, publicado em Londres em 1891, é a primeira notícia da existência de petróleo em nosso Estado. Outros estudos a partir de 1905, quando José Bach os aprofundou durante 13 anos, nas regiões costeiras de Riacho Doce e Garça Torta, dão conta das potencialidades petrolíferas de Alagoas, em especial da possibilidade da industrialização do xisto betuminoso que aflorava na região de Riacho Doce. Bach funda a Empresa de Minas Petrolíferas, da qual foi diretor técnico. Morreu ao final de 1918, afogado na Lagoa Mundaú. Em 14 de abril de 1920, foi feita a primeira sondagem em Maceió: ainda no Distrito de Garça Torta, dirigida pelo engenheiro Aurélio Bulhões Pedreira, mas a sonda quebrou aos 79 metros de profundidade e a perfuração foi interrompida. A segunda foi em novembro do mesmo ano, atingindo, dessa vez, 120 metros de profundidade. Em dezembro de 1921, ocorreu a terceira perfuração. A quarta, já agora em Riacho Doce, foi interrompida por defeitos na aparelhagem. Em 1924, o Serviço Geológico e Minerológico do Brasil mandou uma comissão estudar a região petrolífera alagoana, inclusive com trabalho de campo em locais nos quais foram encontrados vestígios de petróleo. Em 1932 Edson de Carvalho organizou a Companhia Petróleo Nacional S/A, que perfurou na área do Riacho Doce, tendo encontrado, a 22 metros, gás inflamável, perfuração a qual denominou -Poço Dr. Bach-. Solicitou do governador que fosse enviado pedido ao Ministério da Agricultura, para a presença de um técnico a fim de proceder ao exame do poço. Porém, no lugar do técnico, surgiu um funcionário exigindo a entrega da sonda federal que, emprestada, estava sendo utilizada nos trabalhos de perfuração. Devido aos protestos, inclusive do governador, a sonda permaneceu. De sua parte, o governo estadual contratou os serviços da empresa alemã Piepmeyer & Co., através de sua secção especializada ELBOF, para estudar o litoral alagoano, tendo esta concluído ao apresentar o relatório - Prospecção Geofísica em Alagoas - Recife, 1937 - ter a região todas as possibilidades da existência de petróleo. Os trabalhos de pesquisa e prospecção só foram ganhar cunho oficial e intensivo com a criação do Conselho Nacional de Petróleo. Em 1954, haviam sido perfurados 379 poços, dos quais sete em Alagoas. Destes, foi encontrado petróleo no de Ponta Verde (em Maceió), a 1600 metros de profundidade. Criada a Petrobrás, que iniciou os seus trabalhos em 28 de janeiro de 1957, foram iniciados os serviços de perfuração, com uma torre no Tabuleiro dos Martins, e logo depois um poço em Jequiá da Praia (São Miguel dos Campos) de onde jorrou petróleo a 17 de agosto de 1957, a seguir, no Tabuleiro dos Martins, a 17 de outubro. Depois, foi comprovada a existência de petróleo em Piaçabuçu. Sal-gema. Foi em Palmeira dos Índios, no povoado Lagoa do Canto, que se registrou, em 1913, a primeira ocorrência de sal-gema. Mais tarde, perfurações realizadas pelo CNP nas proximidades de Maceió confirmaram a existência de enormes lençóis de sal-gema. As maiores reservas desse mineral estão situadas no Pontal de Coruripe, na periferia de Maceió (em Bebedouro, às margens da Lagoa Mundaú) e na área que se estende do Aeroporto de Palmares à Praia da Barra de Santo Antônio, numa superfície de aproximadamente 1.000 kms2. Outras riquezas são as jazidas de calcário em São Miguel dos Campos; Amianto em Traipu, Batalha, São Brás e Girau do Ponciano, sendo exportado para o sul do País, onde é transformado. Flores - A plantação de flores tropicais, implementada a partir de 1997, é a maior do Nordeste e a segunda maior do Brasil. Fornece-as para os mercados nacional e internacional, salientando-se Itália, Inglaterra e Estados Unidos. DIVISÃO REGIONAL Meso e Microrregiões - Alagoas, oficialmente, está dividida em três mesorregiões - Sertão Alagoano, Agreste Alagoano e Leste Alagoano. Estas, por sua vez, se dividem em 13 microregiões assim distribuídas: Sertão Alagoano : 1) Serrana do Sertão Alagoano; 2) Alagoana do Sertão do São Francisco; 3) Santana do Ipanema e 4) Batalha; Agreste Alagoano: 1) Palmeira dos Índios; 2) Arapiraca e 3) Traipu; finalmente, Leste Alagoano com: 1) Serrana dos Quilombos; 2) Mata Alagoana; 3) Litoral Norte Alagoano; 4) Maceió; 5) São Miguel dos Campos e 6) Penedo. Em termos de municípios, é a seguinte a divisão: 1) Sertão Alagoano 1.1. Serrana do Sertão Alagoano: Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande, Pariconha. 1.2. Alagoana do Sertão do São Francisco: Delmiro Gouveia, Olho d-Água do Casado, Piranhas. 1.3. Santana do Ipanema: Carneiros, Dois Riachos, Maravilha, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açúcar, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira. 1.4. Batalha: Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Isidoro, Monteirópolis, Olho D-Água das Flores, Olivença. 2) Agreste Alagoano 2.1.Palmeira dos Índios: Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Mar Vermelho, Minador do Negrão, Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Tanque d`Arca. 2.2. Arapiraca: Arapiraca, Campo Grande, Coité do Nóia, Craíbas, Feira Grande, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Taquarana. 2.3. Traipu: Olho D-Água Grande, São Brás, Traipu 3)Leste Alagoano 3.1. Serrana dos Quilombos: Chã Preta, Ibateguara, Pindoba, Santana do Mundaú, São José da Laje, União dos Palmares, Viçosa. 3.2. Mata Alagoana: Atalaia, Branquinha, Campestre, Cajueiro, Capela, Colônia Leopoldina, Flexeiras, Jacuipe, Joaquim Gomes, Jundiá, Matriz de Camaragibe, Messias, Murici, Novo Lino, Porto Calvo, São Luís do Quitunde. 3.3. Litoral Norte Alagoano: Japaratinga, Maragogi, Passo do Camaragibe, Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres. 3.4. Maceió: Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Maceió: Marechal Deodoro, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Satuba. 3.5. São Miguel dos Campos: Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, Coruripe, Jequiáda Praia, Junqueiro, Roteiro, São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela. 3.6. Penedo: Feliz Deserto, Igreja Nova, Penedo, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio. POPULAÇÃO Anteriormente aos Censos Gerais, iniciados em 1872, e até mesmo antes de seu desligamento de Pernambuco, a comarca de Alagoas, em 1816, sob o orientação do ouvidor Antonio José Ferreira Batalha - segundo Craveiro Costa-, realizou o seu primeiro inquérito censitário, cujo resultado foi o de 89.589 habitantes. Depois de instalada a província, foi realizado, em 1819, pelo Conselheiro Antônio Rodrigues Veloso de Oliveira, um novo inquérito censitário, chegando-se a 111.973 habitantes, o que para alguns pareceu um resultado exagerado. Somente em 1847 torna-se a fazer novo inquérito e o resultado é 207.294 habitantes. Em 1856 realiza-se novo inquérito censitário, este segundo ainda Craveiro Costa, com resultados precários, atingindo-se 204.200 habitantes. Tomás Espíndola, em 1860, promove o cômputo habitacional da província, detectando 250.110 habitantes, corrigido, em 1867, para 310.585 habitantes. Finalmente, em 1872, realiza-se o primeiro recenseamento no país. Para Alagoas encontrou-se 348.009 hab.; seguindo-se em 1890 - 511.440 hab.; 1900 - 649.273 hab.; 1920 - 978.748; 1940 - 951 300 hab.; 1950 - 1.093.137 hab.; 1960 - 1.258.107 hab.; 1970 - 1.588.109; 1980 - 2.020.600; 1990 - 2.420.400. 2000 - 2.822.621 Segundo o Censo de 2010 sua população é de 3.120.494 habitantes. É uma das unidades federativas que apresentam menor incremento demográfico, em parte por efeito das evasões migratórias. É, ainda, um dos estados que apresentam menor índice de nascidos do Estado e presentes m seu território. Sua migrações se dirigem, em especial, para Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. É reduzida a corrente de imigrantes que Alagoas recebe de outros estados. Continua, ainda, sendo um dos estados de maior densidade demográfica. EVOLUÇÃO MUNICIPAL Com base no início da sua emancipação política, assim ocorreu a evolução: De Alagoas : Rio Largo, São Miguel dos Campos, Pilar, Coruripe, Satuba, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte, Boca da Mata, Campo Alegre, Barra de São Miguel e Roteiro. De Penedo: Traipu, Porto Real do Colégio, Piaçabuçu, Igreja Nova, Mata Grande, Santana do Ipanema, Batalha, São Brás, Girau do Ponciano, Feliz Deserto, São Sebastião, Pão de Açúcar, Canapi, Água Branca, Major Isidoro, Olho d` Água das Flores, Poço das Trincheiras, Olivença, Maravilha, Jaramataia, Belo Monte, Olho D-água Grande, Piranhas, Jacaré dos Homens, Palestina, São José da Tapera, Monteirópolis, Olho d-água do Casado, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Carneiros e Ouro Branco. De Porto Calvo: Maragogi, Japaratinga, Colônia Leopoldina, Novo Lino, Jacuípe e Jundiá. De Atalaia: União dos Palmares, Murici, Branquinha, São José da Lage, Ibateguara, Viçosa, Quebrangulo, Pindoba, Chã Preta, Paulo Jacinto, Palmeira dos Índios, Cacimbinhas, Igaci, Minador do Negrão, Capela, Cajueiro e Santana do Mundaú. De Anadia: Limoeiro de Anadia, Mar Vermelho, Maribondo, Belém, Tanque d`Arca, Arapiraca, Junqueiro, Taquarana, Lagoa da Canoa e Coité do Noia. De Porto de Pedras: Passo de Camaragibe, Joaquim Gomes, Barra de Santo Antônio, Flexeiras e Messias. ASPECTOS ECONÔMICOS A economia se baseia na indústria (química, açúcar e álcool, cimento e alimentícia), agricultura, pecuária e extração de sal-gema, gás natural e petróleo. A ocupação efetiva das terras alagoanas só se deu após tentativas de povoamento com a implantação de engenhos de cana-de-açúcar, já nos fins do século XVI. Foi o pau-brasil o produto de maior importância no início do processo de desenvolvimento de nossa economia, mais tarde cedendo lugar à agro-indústria, que prevalece até os dias atuais. Em 1817, a cana-de-açúcar constituía sua principal riqueza agrícola. Em 1871 possuía 438 engenhos primitivos. Entre 1901 e 1911, instalam-se as primeiras usinas de açúcar. Outras espécies vegetais são cultivadas: milho, feijão, mandioca, arroz, batata-doce, amendoim, coco da praia, mamona, fumo e variada qualidade de frutas, entre estas o abacaxi. O solo, com exceção de áreas em Água Branca e Delmiro Gouveia, apresenta-se favorável ao trabalho arável, com boa constituição física e fertilidade natural. A situação climática também, salvo exceções, é favorável. Tomando por base publicação da Seplan - Alagoas, quatro períodos marcaram o processo histórico: Primeiro - Fase Escravocrata: vai do século XVI aos fins do século XIX e corresponde ao período que medeia entre a decisão política do governo português de instalar engenhos de açúcar no Brasil e a abolição da escravatura, em 1888. Segundo - Fase Semifeudal: 1888 a 1933, ano em que foi criado o Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. Terceiro - Fase Pré-capitalista: de 1933 a 1960, destacando-se em tal período a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE. Quarto - Fase Atual: partindo de 1960 até os nossos dias. Marcou este período a ação coordenada de órgãos públicos, federais e estaduais, como SUDENE, BNB e outros, com uma política voltada sobretudo para a substituição das importações, dentro de um modelo aplicável ao Nordeste, a implantação de uma moderna infraestrutura de serviços públicos e a instalação de indústria de base na região, para aproveitamento da grande e ociosa mão-de-obra nordestina. Agricultura De início, os colonizadores não cuidaram senão da exploração de produtos espontâneos e extrativos, ou seja, madeira de construção ou tinturaria -- no caso o pau-brasil --, pele de animais e plantas medicinais. Com a institucionalização das sesmarias, cuidou-se da distribuição da terra com o compromisso do seu aproveitamento. Porém nem sempre isso ocorria. De um lado, desenvolveu-se a produção da cana- de açúcar, mas a produção de gêneros para consumo interno era pouco incentivada. Ao lado da cana cultivaram-se produtos regionais que os europeus se acostumaram a consumir, como o algodão, a mandioca, a macacheira, o milho, variadas espécies de favas e legumes, além de plantas exóticas como o arroz, fruteiras e legumes introduzidos pelos portugueses. Porém nem sempre em quantidade a atender a população crescente. Inúmeros Alvarás declaravam obrigatória a cultura de gêneros alimentícios, porém não eram considerados, razão de constante escassez para o abastecimento da população, com um estado crônico de carestia e crise alimentar. Até recentemente, a grande lavoura representa o aspecto principal de nossa agricultura e a geração de produtos para consumo interno -- mandioca, milho e feijão, os principais -- simplesmente como subsidiários. E estes sempre produzidos nas -roças-, em pequena escala e em processo rudimentar. Desde os primórdios, assim, vem nossa economia baseada na cultura da cana-de-açúcar, passando por altos e baixos: do apogeu dos engenhos, que marcou o chamado "ciclo do açúcar", de mão-de-obra escrava, às crises que levam à consolidação das usinas. Avançando do litoral aos tabuleiros, a cana-de-açúcar tem, no correr dos tempos, substituído as demais fontes de nossa economia, como o algodão, o feijão, o milho e outras culturas, hoje de pura subsistência, premidas aos aceiros dos canaviais. Restam os Sertões, onde o gado, o feijão ou o milho ainda dispõem de seus campos, o Agreste, onde o fumo tem ganho mercados nacionais e estrangeiros ou a Zona do Baixo São Francisco, onde o arroz tem merecido tratamento especial. Os principais produtos agrícolas distribuídos pelos municípios produtoresmais significativos: Abacaxi: Arapiracaé o maior produtor, seguido de Penedo, Coité do Nóia, Coruripe, Limoeiro de Anadia, União dos Palmares, Taquarana, Maragogi, Anadia, Taque d´Arca, Junqueiro, São Sebastião, Teotônio Vilela, Viçosa, Porto de Pedras, São Luís do Quitunde, Jacuípe, Japaratinga, Colônia Leopoldina, Matriz de Camaragibe, Novo Lino, Santana do Mundaú, São José da Laje, Campestre, Branquinha, Ibateguara, Joaquim Gomes, Porto Calvo, São Miguel dos Milagres, Flexeiras, Jundiá, Belém e Murici.Algodão Herbáceo em Caroço:- Produto nativo da América, no Brasil era utilizado pelos nossos indígenas antes da chegada dos europeus. Com a colonização, sua cultura se desenvolveu, servindo para a feitura de panos grosseiros, para a vestimenta dos escravos e das classes mais pobres. Na segunda metade do século XVIII, com os progressos técnicos para sua industrialização, passou a ser um fator estimulante da agricultura brasileira. No caso alagoano, citam-se casos nos quais engenhos em certo momentos, por questão de mercado, produziam mais algodão do que cana-de-açúcar. Parece ter sido o ouvidor Francisco Nunes da Costa (1777-79) o introdutor de sua cultura no Estado, embora se tenda a afirmar que esta tenha sido feita pelo seu sucessor, o ouvidor José de Mendonça de Matos Moreira. Segui-se a montagem de indústrias de fiação e tecelagem, que, em 1810, são fechadas por força de um tratado comercial estabelecido com a Inglaterra. Tendo sido este revogado em 1846, voltaram a funcionar, incentivando, novamente, a produção de algodão, do qual, na forma de beneficiado, Alagoas foi grande exportadora entre 1876 e 1888. Daí, até 1925, as exportações foram decrescendo, pois toda a produção passou a ser consumida pela indústria têxtil local. Da safra 1868/69 foram exportadas 464.153 arrobas, num valor comercial superior a mais de 100% acima do açúcar, em grande parte em função da guerra nos Estados Unidos, que prejudicou a produção americana. Dos 28 fundadores da Associação Comercial (1866), apenas oito não eram exportadores do produto. No governo Costa Rego, foi criado o Serviço Estadual do Algodão, objetivando melhorar a cultura do produto, tornando-a mais preparada para ser exportada. Hoje a cultura do algodão ainda tem importância para alguns municípios como Mata Grande, Água Branca, Pariconha, Olho d´Água do Casado e Piranhas.Amendoim em casca: São produtores: Feira Grande, Taquarana, Junqueiro, São Sebastião, Coruripe, Jequiá da Praia, Penedo, Teotônio Vilela e Igaci.Arroz em casca:Produzido em grande parte, e desde o século XIX, nas áreas invadidas pela cheia do Rio São Francisco, que possibilita a adubação natural nas chamadas -depressões do arroz-. É um grande consumidor de mão de obra sazonal. É exportado para todo o nordeste e ainda para o sul. Igreja Nova é o maior produtor, seguido de , Porto Real do Colégio e Penedo.Banana em Cacho: O maior produtor é União dos Palmares, seguido por Palmeira dos Índios, Colônia Leopoldina, Maragogi, Ibateguara, Joaquim Gomes, Japaratinga, Chão Preta, Novo Lino, Porto de Pedras, Atalaia, São José da Laje, Santana do Mundaú, Porto Calvo, Jacuípe, Flexeiras, São Luís do Quitunde, Passo de Camaragibe, Tanque d´Arca, Belém, Mata Grande, Branquinha, Quebrangulo, São Sebastião, Murici, Água Branca, São Miguel dos Campos, Viçosa, Taquarana, Capela, Paulo Jacinto, Penedo, Igreja Nova, Jundiá, Piaçabuçu, Matriz de Camaragibe, Delmiro Gouveia, Pindoba, Campo Alegre, Campestre, Maribondo, Mar Vermelho, Paripueira, Pariconha, Boca da Mata, Igaci, Porto Real do Colégio e Cajueiro.Batata Doce:O principal município produtor é Feira Grande, seguido de União dos Palmares, Arapiraca, Ibateguara, Taquarana, Quebrangulo, Viçosa, Paulo Jacinto, Atalaia, São José da Laje, Junqueiro, Chã Preta, Jacuípe, Maragogi, Branquinha, Joaquim Gomes, Tanque d´Arca, Palmeira dos Índios, Colônia Leopoldina, Murici, Novo Lino, Santana do Mundaú, Mar Vermelho, Maribondo, Flexeiras, Capela, Cajueiro, Jundiá, Pindoba, Passo de Camaragibe, Belém, São Sebastião, Porto Calvo, Teotônio Vilela, Messias, Limoeiro de Anadia, Campo Grande, São Luís do Quitunde, Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres, Japaratinga, Pilar e Porto Real do Colégio.Café: Desenvolveu-se nas terras altas desde a metade do século XIX, nos rebordos da serra da Borborema, na área em que se encontram e se confundem as regiões Agreste e a Mata. Preliminarmente explorado como cultura de quintal, por sua produtividade nas referidas terras altas, em certo momento, ele expulsou, para terrenos mais arenosos, a mandioca, o milho e o fumo. A partir de 1965, caiu consideravelmente a sua produção, por causa da política governamental, promovida pelo Instituto Brasileiro do Café, da erradicação dos cafezais com baixa produtividade. As áreas liberadas passaram a ser utilizadas pela pecuária. Praticamente é produzido comercialmente só no município de Palmeira dos Índios. Cana de Açúcar: Maior produtor do Nordeste, responde por mais de 50% da produção regional. O principal município produtor é Coruripe, seguido por São Miguel dos Campos, Penedo, São Luís do Quitunde, Atalaia, Campo Alegre, Jequiá da Praia, Rio Largo, Teotônio Vilela, Marechal Deodoro, Boa da Mata, Junqueiro, Capela, Passo de Camaragibe, Matriz de Camaragibe, Maceió: Porto Calvo, Igreja Nova, Roteiro, São José da Laje, Anadia, União dos Palmares, Murici, São Sebastião, Pilar, Messias, Colônia Leopoldina, Maragogi, Limoeiro de Anadia, Cajueiro, Branquinha, Flexeiras, Novo Lino, Campestre, Feliz Deserto, Jacuípe, Barra de Santo Antônio, Jundiá, Joaquim Gomes, Porto de Pedras, Paripueira, São Luiz do Quitunde, Ibateguara, Satuba, São Miguel dos Milagres, Barra de São Miguel, Japaratinga, Arapiraca, Viçosa, Pindoba, Coqueiro Seco, Tanque d´Arca, Porto Real do Colégio, Taquarana, Santana do Mundaú, Chã Preta, Maribondo, Mata Grande, Água Branca e Pariconha.Castanha de Caju: Produzida em Estrela de Alagoas, Palmeira dos Índios, Igaci, Delmiro Gouveia, Olho d´Água do Casado, Olivença, Monteirópolis, Olho d´Água das Flores, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Água Branca, Mata Grande, Pariconha, Ouro Branco, Carneiros, Maravilha, Palestina, Pão de Açúcar, Poço das Trincheiras,Coco-da-baía: O coqueiro expulsou o cajueiro, nativo das regiões costeiras, e se transformou em produto expressivo na economia, sendo Alagoas o produtor nacional, só superado pela Bahia. Segundo seus estudiosos, fornece -alimento, bebida, combustível, teto e comércio- à população residente nas áreas onde é explorado. Distribuem-se os coqueirais de Cocos nucifera L de Maragogi, na fronteira de Pernambuco, a Piaçabucu, nas margens do São Francisco, ou seja por todo o litoral. No interior também é explorado em algumas regiões, mas com baixa produtividade. Praticamente a produção é exportada in natura para o sul. O maior produtor é Marechal Deodoro, seguido por Coruripe, Piaçabuçu, Japaratinga, Maragogi, São Miguel dos Milagres, Barra de Santo Antônio, Porto de Pedras, Feliz Deserto, Passo de Camaragibe, Maceió: Jequiá da Praia, Coqueiro Seco, São Sebastião, Paripueira, Penedo, Roteiro, Teotônio Vilela, Barra de São Miguel, Porto Calvo, Santa Luzia do Norte, Pilar, Palmeira dos Índios, Taquarana, Junqueiro, Jacuípe, Porto Real do Colégio, Matriz de Camaragibe, Belém, Igreja Nova, Campo Alegre, Estrela de Alagoas, Limoeiro de Anadia, Igaci, São Miguel dos Campos, Campestre, Feira Grande, Campo Grande, São Luís do Quitunde, Satuba, Rio Largo, Olho d´Água Grande e Judiá.Existem, em Maceió: bem como em Japaratinga, empresas que industrializam o coco. Fava em grão: O maior produtor é Ibateguara. seguido de São José da Laje, Palmeira dos Índios, Taquarana, Igaci, Joaquim Gomes, União dos Palmares, Colônia Leopoldina, Flexeiras, Igreja Nova, Olho d´Água Grande, Santana do Mundaú, São Sebasetião, Branquinha, Campo Grande, Estrela de Alagoas, Murici, Novo Lino e Porto Real do Colégio.Feijão em Grão: O principal produtor é Arapiraca, seguido por Girau do Ponciano, Traipu, Belo Monte, Lagoa da Canoa, Taquarana, Poço das Trincheiras, Dois Riachos, Teotônio Vilela, Igaci, Jaramataia, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, Batalha, Feira Grande, São José da Tapera, Cacimbinhas, Pão de Açúcar, Major Isidoro, Coité do Nóia, Monteirópolis, Estrela de Alagoas, Olho d´Água das Flores, São Sebastião, Coruripe, Palestina, Igreja Nova, Olivença, Maravilha, União dos Palmares, Craíbas, Carneiros, Olhos d´Água Grande, Porto Real do Colégio, Anadia, Ouro Branco, Quebrangulo, Mata Grande, Ibateguara, Minador do Negrão, Senador Rui Palmeira, Canapi, Tanque d´Arca, Joaquim Gomes, Inhapi, Penedo, Água Branca, Belém, Campo Alegre, Colônia Leopoldina, Jacaré dos Homens, Boca da Mata, São Brás, Campo Alegre, Delmiro Gouveia, Novo Lino, Branquinha, Junqueiro, Atalaia, Chã Preta, Olho d´Água do Casado, Limoeiro de Anadia, São José da Laje, Viçosa, Flexeiras, Santana do Mundaú, Jacuípe, Murici, Piranhas, Porto Calvo, Porto de Pedras, Pariconha, São Luís do Quitunde, Maribondo, Passo de Camaragibe, Jundiá, Pindoba, São Miguel dos Milagres, São Miguel dos Campos, Barra de São Miguel, Japaratinga, Roteiro, Campestre, Feliz Deserto, Marechal Deodoro e Santa Luzia do Norte.Fumo em FolhaÉ um dos produtos que, desde a Colônia, é cultivado em Alagoas, sendo naquele tempo o produzido em Barra Grande considerado o melhor. Em Arapiraca, sua exploração se inicia em 1923 com Francisco Magalhães. Mas é no final da década de 40 que esta região se transforma na grande produtora do estado. Sua lavoura é trabalhosa, porém remuneradora, exigindo cuidados especiais, não só no plantar, mas também no colher e secar. Por ser de ciclo vegetativo curto, sempre permite a rotação com outra cultura, no caso com algodão herbáceo, em Arapiraca. Sem prejuízo de que ainda se cultive, em pequena escala, o milho, o feijão e a fava.Existem nesta região inúmeras indústrias rurais de cura de fumo. O maior produtor é Arapiraca, seguido de Girau do Ponciano, Craíbas, Feira Grande, Lagoa da Canoas, São Sebastião, Junqueiro, Coité do Noia, Limoeiro de Anadia, Igaci, Campo Grande, Taquarana, Traipu e Porto Real do Colégio.Goiaba Produzida em Teotônio Vilela, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios e Taquarana.Laranja:O principal produtor é Santana do Mundaú seguido, de União dos Palmares, Maragogi, Branquinha, Chã Preta, Jacuípe, São José da Laje, Flexeiras, Ibateguara, Palmeira dos Índios, Joaquim Gomes, Tanque d´Arca, Porto Calvo, Passo de Camaragibe, Atalaia, Igreja Nova, Japaratinga, Taquarana, São Luís do Quitunde, Capela, São Sebastião, Colônia Leopoldina, Novo Lino, Belém, Jundiá, Penedo, Viçosa, Cajueiro, Água Branca, Murici, Mar Vermelho, Estrela de Alagoas, Matriz de Camaragibe, Mata Grande, Igaci, Olho d´Água Grande, Porto Real do Colégio, São Miguel dos Milagres, Campestre, Porto de Pedras e Piaçabuçu.Limão: É produzido em Jacuípe, Japaratinga, Taquarana, Maragogi e Palmeira dos Índios.Mamão: São produtores: Jequiá da Praia, Coruripe, Junqueiro, Taquarana, Teotônio Vilela e Palmeira dos Índios.Mandioca: Arapiraca é o principal produtor, seguido por Taquarana, Girau do Ponciano, Igaci, São Sebastião, Belo Monte, Traipu, Maragogi, Palmeira dos Índios, Feira Grande, Coité do Nóia, Lagoa da Canoa, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Junqueiro Penedo, Olho d´Água Grande, Pariconha, Belém, Limoeiro de Anadia, Mata Grande, Teotônio Vilela, Coruripe, Água Branca, Craíbas, Canapi, Estrela de Alagoas, Joaquim Gomes, Japaratinga, Santa Luzia do Norte, Tanque d´Arca, Inhapi, Anadia, Jacuípe, União dos Palmares, Campo Alegre, Ibateguara, Branquinha, Campo Grande, Matriz de Camaragibe, Pão de Açúcar, Santana do Mundaú, Pilar, São Brás, Passo de Camaragibe, Coqueiro Seco, Novo Lino, Atalaia, Viçosa, Paripueira, Colônia Leopoldina, São José da Laje, Batalha, Chã Preta, Jequiá da Praia, São Miguel dos Milagres, Olho d´Água das Flores, Messias, Monteirópolis, Poço das Trincheiras, Barra de Santo Antônio, Rio Largo, Porto de Pedras, Campestre, São José da Tapera, Flexeiras, Murici, Boca da Mata, Olho d´Água do Casado, Paulo Jacinto, Pindoba, Quebrangulo, Cajueiro, Capela, Ouro Branco, Mar Vermelho, Maribondo, Roteiro, São Miguel dos Campos, Olivença, Santana do Ipanema, Barra de São Miguel, Carneiros, Maravilha, Judiá, Satuba, Marechal Deodoro, Cacimbinhas, Feliz Deserto, Maceió: Palestina e Dois Riachos.Manga- O principal produtor é Palmeira dos Índios, seguido por União dos Palmares, Japaratinga, Mata Grande, Água Branca, São Sebastião, Estrela de Alagoas, Penedo, Santana do Mundaú, Igaci, São José da Laje, Porto Real do Colégio, Atalaia, Capela, Igreja Nova, Piaçabuçu, Colônia Leopoldina, Viçosa, Belém, Joaquim Gomes, São Brás, Ibateguara, Taquarana, Maribondo, São Miguel dos Milagres, Cajueiro, Chã Preta, Porto de Pedras, Paulo Jacinto, Olho d´Água Grande, Campo Grande, Maragogi, Murici, Novo Lino, Quebrangulo, Flexeiras, Branquinha, Jundiá, Feliz Deserto, Passo de Camaragibe e São Luís do Quitunde.MaracujáO principal produtor é: Maragog,i seguido por, Penedo, Coruripe, Porto Calvo, Teotônio Vilela, Porto de Pedras, Jacuípe, São Luis do Quitunde, São Miguel dos Milagres, Japaratinga, Matriz de Camaragibe, Taquarana, Jundiá, Belém, Campestre, Passo de Camaragibe, Messias e Rio Largo.MelanciaO principal produtor é Mata Grande, seguido por Porto Calvo, Teotônio Vilela, Penedo, Barra de Santo Antônio, Coruripe e Japaratinga.Melão Produzido em Mata Grande.Milho em Grão: O principal produtor é Igaci, seguido por Taquarana, Palmeira dos Índios, Dois Riachos, Girau do Ponciano, Traipu, Major Isidoro, Arapiraca, São José da Tapera, Santana do Ipanema, Cacimbinhas, Lagoa da Canoa, Poço das Trincheiras, Palestina, Pão de Açúcar, Belo Monte, Monteiropolis, Maravilha, Olivença, Tanque d´Arca, Estrela de Alagoas, Senador Rui Palmeira, Ouro Branco, Igreja Nova, São Sebastião, Olho d´Água das Flores, Belém, Olho d´Água Grande, São Sebastião, Olho d´Água das Flores, Blém, Olho d´Água Grande, Carneiros, Craíbas, Minador do Negrão, União dos Palmares, Coité do Nóia, Ibateguara, Porto Calvo, Porto Real do Colégio, Campo Grande, Paulo Jacinto, Penedo, Teotônio Vilela, Jacuípe, Quebrangulo, Limoeiro de Anadias, Atalaia, Chã Preta, Branquinha, São Brás, Joaquim Gomes, São Luís do Quitunde, São José da Laje, Feira Grande, Flexeiras, Maragogi, Colônia Leopoldina, Pindoba, Novo Lino, Japaratinga, Jequiá da Praia, Maribondo, Santana do Mundaú, São Miguel dos Campos, Anadia, Boca da Mata, Coruripe, Mar Vermelho, Murici, São Miguel dos Milagres, Campestre, Campo Alegre, Junqueiro, Jundiá, Roteiro e Marechal Deodoro.Pimenta do Reino: Jundiá, Atalaia, Barra de Santo Antônio e União dos Palmares.Tomate: Mata Grande, Arapiraca e Japaratinga.Pecuária - Desenvolvida inicialmente no litoral, junto com a cana-de-açúcar, para servir no beneficiamento desse produto, posteriormente ganha o sertão, onde se desenvolve de modo autônomo e passa a ser responsável pela ocupação humana e povoamento regular dessa última área. Desenvolve-se de forma extensiva, não necessitando de grande cuidado, mas exigindo, contudo, vastas áreas, nem sempre as melhores para a exploração agrícola. O couro, principalmente o vacum, a partir de certo momento passa a ser, também, um elemento significativo no comércio exportador. Consta que, em 1656, os monges beneditinos estabeleceram uma fazenda de gado às margens do Rio São Francisco, entre Penedo e Piacabuçu. As fazendas dos jesuítas, que eram seis, quando da expulsão destes do Brasil, em 1759, foram adquiridas em 1764 pelo capitão João Carlos Dantas. No século XIX a pecuária sempre se mostrou escassa às necessidades da província. Com a introdução, por Delmiro Gouveia, da palma, ou palmatória, uma planta forrageira famosa pela resistência à seca, ampliam-se as possibilidades da pecuária. Em 1916, Carlos Lira importa reses do Triângulo Mineiro, das raças nelore e guzerá, desenvolvendo, em fazenda anexa à usina Serra Grande, uma significativa exploração da pecuária. Em 1928, no governo Costa Rego, foi criado o Serviço de Zootecnia e Veterinária. Contudo, o processo de exploração, em seu conjunto, continuava bastante semelhante ao introduzido nos primeiros dias da colonização. A concentração da pecuária está nas regiões do Agreste -- explorada de maneira mais moderna -- e do Sertão. Alguns municípios sertanejos, como Jacaré do Homens, Major Isidoro, Batalha, Palmeira dos Índios e Pão de Açúcar estão procurando modernizar sua exploração pecuária, inclusive não só aquela destinada ao corte, mas também a de leite, sempre com base na cultura da palma.Asinino Em ordem de importância estão Mata Grande, seguido por Batalha, Traipu, Pão de Açúcar, Belo Monte, Ouro Branco, Maravilha, São José da Tapera, Arapiraca, Poço das Trincheiras, Canapi, Delmiro Gouveira, Jaramataia, Água Branca, Santana do Ipanema, Major Isidoro, Jacaré dos Homens, Girau do Ponciano, Pariconha, Feira Grande, Senador Rui Palmeira, Piranhas, Craíbas, Coité do Nóia, Olho d´Água das Flores, Palmeira dos Índios, Inhapi, Lagoa da Canoa, Olho d´Água do Casado, Cacimbinhas, Monteirópolis, Carneiros, Olivença, Estrela de Alagoas, Dois Riachos, Palestina, São Brás, Olho d´Água Grande, Minador do Negrão, Quebrangulo, Porto Real do Colégio, Campo Grande, Mar Vermelho, Maribondo, São Sebastião, União dos Palmares, Igaci, Maragogi, Coruripe, Igreja Nova, Limoeiro de Anadia, Paulo Jacinto, Branquinha, Chã Preta, Joaquim Gomes, Marechal Deodoro, Penedo, Pilar, Rio Largo, Ibateguara, Matriz de Camaragibe, Santana do Mundaú, Atalaia, Cajueiro, Jacuípe, Viçosa, Porto Calvo, São Luís do Quitunde, Barra de Santo Antônio, Piaçabuçu, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras, Capela, Santa Luzia do Norte, Colônia Leopoldina, Paripueira, Satuba, Coqueiro Seco, Junqueiro, Pindoba, São José da Laje, Tanque d´Arca, Teotônio Vilela, Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, Messias, São Miguel dos Milagres, Taquarana, Belém, Flexeiras, São Miguel dos Campos, Campestre, Feliz Deserto, Japaratinga, Murici e Novo Lino ( Dados de 2012)Bovino: Assim distribuídos:Palmeira dos Índios, seguido de Girau do Ponciano, Quebrangulo, Traipu, União dos Palmares, Viçosa, Igreja Nova, Arapiraca, Major Isidoro, Chã Preta, São José da Tapera, Pão de Açúcar, Porto Calvo, Santana do Ipanema, Maribondo, Batalha, São Sebastião, Campo Grande, Mata Grande, Igaci, Santana do Mundaú, Murici, Craíbas, Joaquim Gomes, Inhapi, Canapi, Atalaia, Feira Grande, Porto Real do Colégio, Ibateguara, Penedo, Paulo Jacinto, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Senador Rui Palmeira, Cacimbinhas, Mar Vermelho, Pindoba, Anadia, Piranhas, Capela, Limoeiro de Anadia, Jacuípe, Boca da Mata, São Luís do Quitunde, Estrela de Alagoas, Minador do Negrão, Poço das Trincheiras, Oliveira, Flexeiras, São José da Laje, Taquarana, Olho d´Água Grande, São Brás, Água Branca, Junqueiro, Olho d´Água das Flores, Delmiro Gouveia, Maravilha, Matriz de Camaragibe, Tanque d´Arca, Dois Riachos, Belém, Maragogi, Coité do Nóia, Lagoa da Canoa, Monteirópolis, Olhos d´Água do Casado, Passo de Camaragibe, Jaramataia, Cajueiro, Teotônio Vilela, Colônia Leopoldina, Branquinha, Ouro Branco, Coruripe, Novo Lino, Pilar, Porto de Pedras, Pariconha, Carneiros, Piaçabuçu, Jundiá, São Miguel dos Campos, Maceió: Marechal Deodoro, Rio Largo, Palestina, Campo Alegre, São Miguel dos Milagres, Messias, Satuba, Campestre, Japartinga, Feliz Deserto, Santa Luzia do Norte, Jequiá da Praia, Barra de Santo Antônio, Roteiro, Paripueira, Coqueiro Seco e Barra de São MiguelBubalino:Assim distribuídos: São Luís do Quitunde, seguido de Maragogi, Porto de Pedras, Porto Calvo, Maribondo, Ibateguara, Tanque d´Arca, Jacuípe, Arapiraca, São Brás, Matriz de Camaragibe, Jundiá, Igreja Nova, Japaratinga, Murici e Pilar. CaprinoAssim distribuídos: Mata Grande, seguido por Água Branca, Delmiro Gouveia, Pariconha, Arapiraca, Girau do Ponciano, Batalha, Palmeira dos Índios, Canapi, Coité do Nóia, São José da Tapera, Igaci, Santana do Ipanema, Traipu, Inhapi, Piranhas, Cacimbinhas, Pão de Açúcar, Craíbas, Major Isidoro, Lagoa da Canoa, Ouro Branco, Olho d´Água do Casado, Minador do Negrão, Dois Riachos, Belo Monte, Estrela de Alagoas, Senador Rui Palmeira, Porto Calvo, Taquarana, Feira Grande, Jaramataia, União dos Palmares, Poço das Trincheiras, Maravilha, Jacaré dos Homens, Maragogi, Igreja Nova, Tanque d´Arca, Olho d´Água das Flores, Olho d´Água Grande, Atalaia, Monteirópolis, São Brás, Ibateguara, Carneiros, São Sebastião, Flexeiras, Santana do Mundaú, Porto Real do Colégio, Quebrangulo, São José da Laje, Belém, Murici, Chã Preta, Capela, Joaquim Gomes, Branquinha, Limoeiro de Anadia, Penedo, Colônia Leopoldina, Novo Lino, Paulo Jacinto, Passo de Camaragibe, Viçosa, Matriz de Camaragibe, Junqueiro, Coruripe, Porto de Pedras, Mar Vermelho, Cajueiro, Maribondo, São Luís do Quitunde, Olivença, Pindoba, Jacuípe, Boca da Mata, Campo Grande, Campestre, Japaratinga, São Miguel dos Campos, Feliz Deserto, Jundiá, Campo Alegre, Anadia, Palestina, Teotônio Vilela, Jequiá da Praia, São Miguel dos Milagres, Satuba, Piaçabuçu, Coqueiro Seco, Messias, Rio Largo, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Marechal Deodoro, Roteiro, Pilar, Santa Luzia do Norte e Paripueira.CodornasAssim distribuídas: São Luís do Quitunde, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Piranhas, Maceió: Maragogi, Campo Alegre e Satuba.CoelhosAssim distribuídos: Arapiraca e Satuba.EquinoAssim distribuídos: Palmeira dos Índios, saeguido por Arapiraca, Girau do Ponciano, Traipu, Mata Grande, União dos Palmares, Igaci, Porto Real do Colégio, Canapi, Igreja Nova, Quebrangulo, Viçosa, Craíbas, Pariconha, Água Branca, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Pão de Açúcar, Batalha, Cacimbinhas, Senador Rui Palmeira, Delmiro Gouveia, Inhapi, Chã Preta, Santana do Mundaú, Mar Vermelho, Maribondo, São Sebastião, Coité do Nóia, Estrela de Alagoas, Major Isidoro, Belo Monte, Maravilha, Paulo Jacinto, Ouro Branco, Ibateguara, São Brás, Maragogi, Jacaré dos Homens, Piranhas, Atalaia, Joaquim Gomes, Matriz de Camaragibe, Tanque d´Arca, Junqueiro, Feira Grande, Lagoa da Canoa, Branquinha, Penedo, Murici, Poço das Trincheiras, Colonia Leopoldina, Porto Calvo, Jaramataia, Capela, Minador do Negrão, Pilar, Coruripe, Olho d´Água Grande, Campo Grande, Flexeiras, Olho d´Água do Casado, Pindoba, Dois Riachos, São José da Laje, Carneiros, Oliveira, Maceió: Limoeiro de Anadia, São Luís do Quitunde, Belém, Passo de Camaragibe, Jacuípe, Monteirópolis, Piaçabuçu, Boca da Mata, Olho d´Água das Flores, Anadia, Taquarana, Novo Lino, Cajueiro, Campo Alegre, Marechal Deodoro, Rio Largo, Porto de Pedras, Teotônio Vilela, São Miguel dos Campos, Satuba, Jundiá, Japaratinga, Messias, São Miguel dos Milagres, Jequiá da Praia, Feliz Deserto, Paripueira, Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco, Palestina, Campestre, Roteiro, Santa Luzia do Norte e Barra de São Miguel.Galinhas: Arapiraca, União dos Palmares, Palmeira dos Índios, Lagoa da Canoa, Feira Grande, Igaci, Girau do Ponciano, Traipu, São José da Tapera, Santana do Ipanema, Batalha, Coité do Nóia, Inhapi, Cacimbinhas, Água Branca, Taquarana, Craíbas, Pariconha, Estrela de Alagoas, Major Isidoro, Dois Riachos, Minador do Negrão, Mata Grande, Senador Rui Palmeira, Delmiro Gouveia, Jaramataia, Olho d´Água do Casado, São Sebastião, Canapi, Pão de Açúcar, Belo Monte, Belém, Olho d´Água Grande, Tanque d´Arca, Jacaré dos Homens, Poço das Trincheiras, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Penedo, Limoeiro de Anadia, Piranhas, Ouro Branco, Olho d´Água das Flores, Maraviha, Junqueiro, Santana do Mundaú, Olivença, Ibateguara, Campo Grande, Coruripe, Viçosa, Carneiros, Atalaia, São Luís do Quitunde, São José da Laje, Chã Preta, Maribondo, Anadia, Joaquim Gomes, Maragogi, Colônia Leopoldina, Campestre, Japaratinga, Flexeiras, Quebrangulo, Jacuípe, Mar Vermelho, Monteirópolis, Novo Lino, Branquinha, Campo Alegre, Cajueiro, Porto Calvo, Matriz de Camaragibe, Murici, Capela, Paulo Jacinto, São Brás, Boca da Mata, Teotônio Vilela, Palestina, Jequiá da Praia, Satuba, Pindoba, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, São Miguel dos Campos, Jundiá, Passo de Camaragibe, Piaçabuçu, Marechal Deodoro, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Feliz Deserto, Pilar, Santa Luzia do Norte, Messias, Coqueiro Seco, Roteiro e Barra de São Miguel.Galos, frangas, frangos e pintos:Arapiraca, Viçosa, São Sebastião, Maceió: Junqueiro, Coité do Nóia, Teotônio Vilela, União dos Palmares, Cajueiro, Lagoa da Canoa, Maribondo, Jaramataia, Palmeira dos Índios, Igreja Nova, Feira Grande, Porto Real do Colégio, Girau do Ponciano, Chã Preta, Traipu, Limoeiro de Anadia, Batalha, Mata Grande, Canapi, Coruripe, Craíbas, Santana do Ipanema, Campo Alegre, Igaci, Inhapi, Atalaia, Água Branca, Piaçabuçu, Penedo, Taquarana, São José da Tapera, Olho d´Água das Flores, Flexeiras, Piranhas, Estrela de Alagoas, Campo Grande, Major Isidoro, Quebrangulo, Cacimbinhas, Maravilha, Ouro Branco, Pariconha, Senador Rui Palmeira, Dois Riachos, Olivença, Olho d´Água Grande, Poço das Trincheiras, Maragogi, Belo Monte, Olho d´Água do Casado, São Luís do Quitunde, Jacaré dos hOmens, Santana do Mundaú, Tanque d´Arca, Pão de Açúcar, Carneiros, Delmiro Gouveia, Mar Vermelho, Paulo Jacinto, Japaratinga, Belém, Anadia, Monteirópolis, Colônia Leopoldina, Ibateguara, Joaquim Gomes, São Brás, Matriz de Camaragibe, Boca da Mata, Branquinha, Pilar, Porto de Pedras, Jacuípe, Capela, Murici, São José da Laje, Novo Lino, Jequiá da Praia, São Miguel dos Campos, Porto Calvo, Satuba, Pindoba, Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco, Jundiá, Palestina, Messias, Campestre, Marechal Deodoro, Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Paripueira, Minador do Negrão, Feliz Deserto, Roteiro, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Barra de São Migue.Leite: Major Isidoro, Palmeira dos Índios, Batalha, Jacaré dos Homens, Pão de Açúcar, Craíbas, Cacimbinhas, Igaci, Girau do Ponciano, São José da Tapera, Arapiraca, Santana do Ipanema, Minador do Negrão, Belo Monte, Jaramataia, Traipu, Estrela de Alagoas, Feira Grande, Monteirópolis, Olivença, Dois Riachos, Belém, Poço das Trincheiras, Olho d´Água das Flores, Taquarana, União dos Palmares, Lagoa da Canoa, Senador Rui Palmeira, Quebrangulo, Canapi, Ouro Branco, Inhapi, Mata Grande, Tanque d´Arca, Maravilha, Igreja Nova, Coité do Nóia, Murici, Chã Preta, Santana do Mundaú, Piranhas, Viçosa, Palestina, Ibateguara, Olho d´Água do Casado, Anadia, Carneiros, Joaquim Gomes, Maribondo, Paulo Jacinto, Delmiro Gouveia, São Sebastião, Coruripe, Maceió: Água Branca, São José da Laje, Flexeiras, Porto Real do Colégio, Atalaia, Olho d´Água Grande, Mar Vermelho, São Miguel dos Campos, Junqueiro, Campo Grande, São Brás, Limoeiro de Anadia, Cajueiro, São Luís do Quitunde, Boca da Mata, Passo do Camaragibe, Penedo, Branquinha, Pariconha, Capela, Teotônio Vilela, Colônia Leopoldina, Novo Lino, Campo Alegre, Maragogi, Porto de Pedras, Satuba, Pindoba, Matriz de Camaragibe, Rio Largo, Jundiá, Pilar, Messias, Porto Calvo, Barra de Santo Antônio, Piaçabuçu, Jacuípe, Marechal Deodoro, São Miguel dos Milagres, Paripueira, Jequiá da Praia, Japaratinga, Campestre, Santa Luzia do Norte e Feliz Deserto.Mel de Abelha: Girau do Ponciano, Pão de Açúcar, Senador Rui Palmeira, Arapiraca, União dos Palmares, Feliz Deserto, São José da Tapera, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Piranhas, Água Branca, Joaquim Gomes, Palmeira dos Índios, Palestina, Traipu, Igaci, Flexeiras, Coruripe, Japaratinga, Murici, Olho d´Água do Casado, Piaçabuçu, Estrela de Alagoas, Maragogi, Maravilha, Pariconha, Olho d´Água das Flores, Santana do Mundaú, Ibateguara, Jacuípe, Matriz de Camaragibe, Viçosa, Quebrangulo, Campo Alegre, Chã Preta, Major Isidoro, Porto Calvo Carneiros, Branquinha, São Sebasetião, Colônia Leopoldina, Poço das Trincheiras, Cajueiro, Junqueiro, Cacimbinhas, Igreja Nova, Taquarana, Mata Grande, Penedo, Boca da Mata, Paulo Jacinto, Inhapi, Limoeiro de Anadia, Olivença, Maribondo, Porto de Pedras, Barra de São Miguel, Anadia, Porto Real do Colégio, Belém e Dois Riachos. Muar: Arapiraca, Água Branca, Girau do Ponciano, União dos Palmares, Santana do Mundaú, São José da Laje, Palmeira dos Índios, Craíbas, Feira Grande, São Luís do Quitunde, Colônia Leopoldina, Ibateguara, Traipu, Coité do Nóia, Lagoa da Canoa, São José da Tapera, Jaramataia, Joaquim Gomes, Novo Lino, Batalha, Porto de Pedras, Porto Calvo, Belo Monte, Coruripe, Pariconha, Delmiro Gouveia, Mata Grande, Murici, Ouro Branco, Boca da Mata, Maragogi, Branquinha, Matriz de Camaragibe, Flexeiras, Quebrangulo, Jacuípe, Maribondo, Canapi, Santana do Ipanema, Viçosa, Jacaré dos Homens, Pão de Açúcar, Capela, Porto Real do Colégio, Campo Alegre, Anadia, Major Isidoro, Inhapi, Olho d´Água do Casado, São Sebastião, Chã Preta, Jundiá, Poço das Trincheiras, Igreja Nova, Limoeiro de Anadia, Igaci, Piaçabuçu, São Miguel dos Campos, Olho d´Água das Flores, Piranhas, Junqueiro, Dois Riachos, Maravilha, Passo de Camaragibe, Paulo Jacinto, Penedo, Japaratinga, Cacimbinhas, Teotônio Vilela, Monteirópolis, Belém, São Brás, Estrela de Alagoas, Marechal Deodoro, Senador Rui Palmeira, Tanque d´Arca, Pindoba, Atalaia, Mar Vermelho, Jequiá da Praia, Campo Grande, Minador do Negrão, Cajueiro, Olivença, Carneiros, Satuba, Feliz Deserto, Olho d´Água Grande, Pilar, Rio Lardo, Paripueira, Barra de São Miguel, Campestre, Palestina, Coqueiro Seco, Messias, São Miguel dos Milagres, Taquarana, Barra de Santo Antônio, Santa Luzia do Norte e Roteiro. ( Dados de 2012)Ovino: Delmiro Gouveia, São José da Tapera, Santana do Ipanema, Mata Grande, Inhapi, Canapi, Água Branca, Piranhas, Senador Rui Palmeira, Pariconha, Pão de Açúcar, Traipu, Girau do Ponciano, Palmeira dos Índios, Ouro Branco, Olho d´Água do Casado, Maravilha, Arapiraca, Poço das Trincheiras, Carneiros, Batalha, Dois Riachos, Jacaré dos Homens, Cacimbinhas, Craíbas, Coité do Nóia, Olho d´Água das Fores, Olivença, União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Igaci, Feira Grande, Mar Vermelho, Paulo Jacinto, Monteirópolis, Chã Preta, Estrela de Alagoas, Jaramataia, Minador do Negrão, Belo Monte, Major Isidoro, Igreja Nova, Atalaia, Palestina, São Sebastião, Murici, Lagoa da Canoa, Capela, Viçosa, Ibateguara, Quebrangulo, Branquinha, Joaquim Gomes, Taquarana, Maribondo, Tanque d´Arca, Matriz de Camaragibe, Flexeiras, Coruripe, Porto Calvo, Porto Real do Colégio, Boca da Mata, Santana do Mundaú, Olho d´Água Grande, Campo Alegre, São José da Laje, Junqueiro, Cajueiro, Jacuípe, Jundiá, Passo de Camaragibe, Belém, Porto de Pedras, Maragogi, São Luís do Quitunde, Rio Largo, Penedo, Teotônio Vilela, Limoeiro de Anadia, Piaçabuçu, São Brás, Anadia, Colônia Leopoldina, Pindoba, Campo Alegre, Messias, São Miguel dos Milagres, Japaratinga, Novo Lino, Pilar, Maceió: Feliz Deserto, Satuba, Jequiá da Praia, Paripueira, Marechal Deodoro, Campestre, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Roteiro, Barra de Santo Antônio e Barra de São Miguel.Ovos de galinha: Arapiraca, União dos Palmares, Palmeira dos Índios, Lagoa da Canoa, Girau do Ponciano, Feira Grande, Traipu, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Coité do Nóia, Pão de Açúcar, Batalha, Igaci, Craíbas, Inhapi, Ouro Branco, Poço das Trincheiras, Água Branca, Olho d´Água das Flores, Dois Riachos, Pariconha, Senador Rui Palmeira, Jacaré dos Homens, Cacimbinhas, Piranhas, Carneiros, Olivença, Maravilha, Belo Monte, Olho d´Água do Casado, Canapi, Delmiro Gouveia, Jaramataia, Major Isidoro, Mata Grande, Taquarana, Estrela de Alagoas, São Sebastião, Olho d´Água Grande, Minador do Negrão, Igreja Nova, Limoeiro de Anadia, Porto Real do Colégio, Santana do Mundaú, Anadia, Junqueiro, Monteirópolis, Satuba, Barra de Santo Antônio, Belém, Palestina, Penedo, Barra de Santo Antônio, Belém, Palestina, Penedo, Branquinha, Coruripe, Ibatequara, Matriz de Camaragibe, Tanque d´Arca, Colônia Leopoldina, Joaquim Gomes, São José da Laje, Campestre, Campo Alegre, Campo Grande, Fleixeiras, Jacuípe, Murici, Novo Lino, São Brás, Boca da Mata, Jequiá da Praia, Maragogi, Marechal Deodoro, Maribondo, Porto Calvo, Porto de Pedras, Teotônio Vilela, Viçosa, Atalaia, Barra de São Miguel, Cajueiro, Capela, Chã Preta, Coqueiro Seco, Japaratinga, Jundiá, Mar Vermelho, Messias, Paripueira, Passo de Camaragibe, Paulo Jacinto, Piaçabuçu, Pilar, Pindoba, Quebrangulo, Santa Luzia do Norte, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Campos e São Miguel dos Milagres.Ovos de codorna: São Luís do Quitunde, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Maceió: Piranhas, Maragogi, Satuba e Campo Alegre.Suíno: Arapiraca, Viçosa, Batalha, São Brás, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, Girau do Ponciano, São José da Tapera, Jacaré dos Homens, Traipu, São Sebastião, Belo Monte, Monteirópolis, União dos Palmares, Major Isidoro, Craíbas, Mata Grande, Inhapi, Lagoa da Canoa, Delmiro Gouveia, Feira Grande, Coité do Nóia, Jaramataia, Igaci, Canapi, Olho d´Água das Flores, Pão de Açúcar, Estrela de Alagoas, Cajueiro, Piranhas, Joaquim Gomes, Senador Rui Palmeira, Igreja Nova, Santana do Mundaú, Taquarana, Dois Riachos, Porto Real do Colégio, Olivença, Água Branca, Quebrangulo, Ouro Branco, Cacimbinhas, Olho d´Água Grande, Porto Calvo, Maribondo, Paulo Jacinto, Maravilha, Poço das Trincheiras, São José da Laje, Olho d´Água do Casado, Anadia, Novo Lino, Maceió: Campo Grande, Ibateguara, Branquinha, Junqueiro, Murici, Palestina, Carneiros, Coqueiro Seco, Penedo, Flexeiras, Maragogi, Chã Preta, Limoeiro de Anadia, Minador do Negrão, Coruripe, Satuba, Matriz de Camaragibe, Belém, Teotônio Vilela, Colônia Leopoldina, Mar Vermelho, Taque d´Arca, Atalaia, Capela, Pindoba, Pariconha, São Luís do Quitunde, Pilar, Piaçabuçu, Porto de Pedras, São Miguel dos Campos, Boca da Mata, São Miguel dos Milagres, Japaratinga, Messias, Jequiá da Praia, Feliz Deserto, Passo de Camaragibe, Jacuípe, Jundiá, Rio Largo, Campestre, Paripueira, Marechal Deodoro, Roteiro, Marechal Deodoro, Roteiro, Santa Luzia do Norte, Barra de Santo Antônio e Barra de São Miguel.Vacas ordenhas: Major Isidoro, Pão de Açúcar, Batalha, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Jacaré dos Homens, Santana do Ipanema, Girau do Ponciano, São José da Tapera, Cacimbinhas, Traipu, Craíbas, Igaci, Belo Monte, Canapi, Jaramataia, Estrela de Alagoas, Inhapi, Mata Grande, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira, Minador do Negrão, Olivença, Maravilha, Quebrangulo, União dos Palmares, Dois Riachos, Olho d´Água das Flores, Piranhas, Taquarana, Feira Grande, Monteirópolis, Ouro Branco, Santana do Mundaú, Belém, Chã Preta, Murici, Olho d´Água do Casado, Tanque d´Arca, Lagoa da Canoa, Viçosa, Coité do Nóia, Delmiro Gouveia, Igreja Nova, Água Branca, Carneiros, Ibateguara, Maribondo, Porto Real do Colégio, Maceió: São Sebastião, Olho d´Água Grande, Campo Grande, Joaquim Gomes, Palestina, Anadia, São José da Laje, Coruripe, Paulo Jacinto, São Brás, Flexeiras, Atalaia, Mar Vemelho, Branquinha, Limoeiro de Anadia, Pariconha, São Miguel dos Campos, Junqueiro, Penedo, Boca da Mata, Cajueiro, São Luís do Quitunde, Capela, Novo Lino, Satuba, Campo Alegre, Maragogi, Colônia Leopoldina, Passo de Camaragibe, Teotônio Vilela, Pilar, Pindoba, Matriz de Camaragibe, Porto de Pedras, Porto Calvo, Piaçabuçu, Messias, Judiá, Barra de Santo Antônio, Marechal Deodoro, Rio Largo, Jacuípe, Paripueira, São Miguel dos Milagres, Feliz Deserto, Japaratinga, Jequiá da Praia, Campestre e Santa Luzia do Norte.Eqüinos - Assim distribuídos: Palmeira dos Índios, Cacimbinhas, União dos Palmares, Mata Grande, Traipú, Igaci, Canapi, Pão de Açúcar, Batalha, Arapiraca, Igreja Nova, Santana do Mundaú, Santana do Ipanema, Feira Grande, Girau do Ponciano, Estrela de Alagoas, Água Branca, São José da Tapera, Tanque d´Arca, Maravilha, Ibateguara, Minador do Negrão, São Sebastião, Delmiro Gouveia, Muricí, Major Isidoro, Inhapi, Pariconha, Porto Calvo, Poço das Trincheiras, Olho d´Água Grande, Dois Riachos, Ouro Branco, Craíbas, Piranhas, Belo Monte, Senador Rui Palmeira, Lagoa da Canoa, Belém, Porto Real do Colégio, Jacaré dos Homens, Viçosa, Porto de Pedras, Rio Largo, Taquarana, Quebrangulo, Anadia, Coité do Nóia, Jacuípe, Jaramataia, Chã Preta, Joaquim Gomes, Mar Vermelho, Coruripe, São Brás, Limoeiro de Anadia, Olho d´Água do Casado, São José da Lage, Penedo, Flexeiras, Piçabuçu, Boca da Mata, Colônia Leopoldina, Junqueiro, Maragogí, Monteirópolis, Maribondo, Maceió: Teotônio Vilela, Satuba, Pilar, Paulo Jacinto, Campo Grande, Coqueiro Seco, Carneiros, São Luís do Quitunde, Novo Lino, São Miguel dos Campos, Passo de Camaragibe, Campo Alegre, Atalaia, Campestre, Olho d´Água das Flores, Olivença, Branquinha, Japaratinga, Matriz do Camaragibe, Paripueira, Marechal Deodoro, Capela, Cajueiro, Feliz Deserto, Roteiro, Jundiá, Pindoba, Palestina, Messias, Santa Luzia do Norte, São Miguel dos Milagres, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel.Galinhas - Assim distribuídos, entre os dez primeiros : Arapiraca, União dos Palmares, Viçosa, Palmeira dos Índios, Lagoa da Canoa, Igaci, Girau do Ponciano, Rio Largo, Santana do Ipanema, Maceió.Galos (inclusive frangos, frangas e pintos). Assim distribuídos, entre os dez primeiros: Viçosa, Arapiraca, União dos Palmares, Palmeira dos Índios, São Sebastião, Cajueiro, Maceió: Campestre, Santana do Ipanema, Mata Grande, Mel de Abelha- São produtores: Arapiraca, Batalha, Lagoa da Canoa, Traipu, Palmeira dos Índios, Jaramataia e Chã Preta.Muares - Assim distribuídos, entre os dez primeiros: Porto Calvo, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Porto de Pedras, Santana do Mundaú, Craíbas, União dos Palmares, Jacuípe, Maragogi, São José da Lage, .Ovinos - Assim distribuídos, entre os dez primeiros: Palmeira dos Índios, seguido de Traipu, Dois Riachos, Igaci, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Cacimbinhas, Arapiraca, Mata Grande, Major Isidoro, Ovos de Codornas - Principal produtor: São Luís do Quitunde, seguido por Maceió: Atalaia, Viçosa; Santa Luzia do Norte, Rio Largo e: Palmeira dos Índios. Ovos de Galinhas - Assim distribuídos, entre os dez primeiros: Arapiraca, Palmeira dos Índios, Viçosa, Lagoa da Canoa, Girau do Ponciano, São José da Tapera, Inhapi, Santana do Ipanema, Maceió: Água Branca, Suínos -Assim distribuídos, entre os dez primeiros: Viçosa, Palmeira dos Índios, Batalha, Monteiropolis, Arapiraca, Major Isidoro, Mata Grande, São Brás, São José da Tapera, Jacaré dos Homens, Vacas Ordenháveis- Assim distribuídas, entre os dez primeiros: Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, São José da Tapera, Palmeira dos Índios, Major Isidoro, Canapi, Mata Grande, Igaci, Traipu,.Leite Produzido - Assim distribuído, entre os dez primeiros: Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Palmeira dos Índios, Major Isidoro, São José da Tapera, Igaci, Cacimbinhas, Minador do Negrão, Jaramataia.IndústriaConstrução naval - Durante o período colonial foi incipiente, servindo somente para a navegação fluvial e litorânea. Em relatório, o ouvidor José de Mendonça de Matos Moreira descreve as matas alagoanas e afirma que, no século XVIII, se utilizavam árvores das matas entre a Lagoa Jequiá e o Rio São Miguel para a construção de navios mercantes. Em 1827 encontravam-se estaleiros em Jaraguá e Pajuçara. A tecnologia, inclusive a modernização da construção naval com a utilização de outros produtos que não a madeira, levaram praticamente à liquidação da construção naval, atualmente limitada a embarcações pequenas, fabricadas de forma artesanal. Indústria têxtil - O município de Maceió é o pioneiro da indústria de grande porte no estado, com a fundação, em 31/1/1857 (mas que só iria funcionar em 1865) da Companhia União Mercantil, no distrito de Fernão Velho, por iniciativa de José Antônio de Mendonça, Barão de Jaraguá, lançando as bases da indústria têxtil. Em 4/3/1912 iniciou-se a fabricação de linhas de coser da Fábrica Alexandria, em Maceió: porém após dois anos foi vendida, deixando de fabricar linhas de coser, e passando a ser produtora de tecidos. Em 1924, no distrito de Floriano Peixoto, foi inaugurado o cotonifício Norte Alagoas. No interior, o processo se inicia com a fábrica Cachoeira, instalada no local do mesmo nome, no município de Santa Luzia do Norte, hoje Rio Largo, em outubro de 1888. Logo depois surge a Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos, ainda em Santa Luzia do Norte, em 1890. Em 13/3/1892, foi criada a Companhia Pilarense de Fiação e Tecidos, em Pilar, que começa o processo de produção em outubro do mesmo ano. Em agosto de 1895, surge a Companhia Industrial Penedense , em Penedo. Em 1902 havia cinco fábricas de tecidos: União Mercantil, em Fernão Velho; Progresso Alagoano, em Rio Largo, com 600 trabalhadores; Alagoana, em Cachoeira, também com 600 trabalhadores; Pilarense, em Pilar - 49 homens, 96 mulheres e 35crianças; e Penedense, em Penedo, com 500 trabalhadores. No total ocupavam mais de 2.500 operários. Posteriormente, surgem a Fábrica de Rendas e Bordados, Pilar, dezembro de 1909; a Companhia de Fiação e Tecidos São Miguel, São Miguel dos Campos, julho de 1913; a de linhas de coser, na Pedra, município de Água Branca ( 1914) a Fábrica Santa Margarida, em Maceió: janeiro de 1914.; a Fábrica Vera Cruz, do Cotonifício Nogueira S/A, em São Miguel dos Campos, em 1925; a Companhia de Fiação e Tecidos Norte de Alagoas, no distrito de Saúde, Maceió e a Fábrica Marituba, do Cotonifício Gonçalves, em Piaçabuçu. Em 1930 existiam dez fábricas de tecidos: Cachoeira, União Mercantil, Agro-Fabril, Alexandria, Norte de Alagoas, Progresso Alagoano, Industrial Penedense, São Miguel, Pilarense e Vera Cruz. Trabalhavam com 3.116 teares e ocupavam 5. 978 operários. Praticamente todas iriam desaparecer, com a modernização da indústria têxtil. Destacam-se, ainda: indústrias fabricantes de máquinas e equipamentos, de beneficiamento de castanha de caju, de esquadrias de metal e madeira, de rações balanceadas, de meias, de poste de cimento, de pasteurização de leite, de moagem de trigo, de derivados de coco (óleo, leite, farinha, fibras de casca ), de doces de fruta, de adubos e fertilizantes, de beneficiar arroz, de café moído, refrigerantes, vinagre, biscoitos, gelo, fubá de milho e arroz, macarrão, fábricas de artefatos de cimento, de basculantes, de carrocerias para caminhão, desdobramento de madeira, instalações de anúncios luminosos, calçados, confecções, móveis de madeira e metálicos, mármore e mosaico, artefatos de cerâmica, obras gráficas, placas de ferro, carimbos de borracha, sabão em massa, sacos de plásticos, tacos para assoalhos, tintas plásticas. Desenvolveram-se, ainda, inúmeras indústrias de construção civil. Teve vida efêmera uma fábrica de vidros, fundada na década de 30, em Bebedouro. Dados do Boletim Estatístico de 2000, revelam: Produção de Açúcar ( Demerara, Cristal, Espec. Extra, R. Granulado) Safra 1998-99: Usinas Coruripe, Santo Antônio, Caeté, Leão, Triunfo, Guaxuma, Roçadinho, Santa Clotilde, Serra Grande, Cachoeira, Uruba, Porto Rico, Sumaúma, Sinimbu, Seresta, Camaragibe, Capricho, Marituba, Taquara, João de Deus, Santana e Laginha. Produção de Álcool ( Anidro e Hidratado) Safra 1998-99: Usina ou Destilaria Coruripe, Laginha, Porto Alegre, Guaxuma, Santo Antônio, Penedo, São Gonçalo, Triunfo, Porto Rico, Santana, Pindorama, Marituba, Caeté, Roçadinho, Cachoeira, Sinimbu, Sumaúma, Santa Clotilde, Leão, Serra Grande e Seresta. Melaço Safra 1998-99: Usina Coruripe, Santo Antônio, Caeté, Cachoeira, Guaxuma, Roçadinho, Triunfo, Uruba, Santa Clotilde, Porto Rico, Leão, Serra Grande, Seresta, Camaragibe, Sinimbu, Sumaúma, João de Deus, Taquara, Marituba, Santana, Capricho e Laginha, O setor industrial é responsável por 39,2% do produto interno bruto (PIB) do estado. O polo principal está no Tabuleiro, na periféria de Maceió: bem perto do porto de Jaraguá. Surgido, em 1979, com o objetivo inicial de reunir indústrias químicas, a partir de 1990, recebe empresas de outros setores industriais, que se beneficiam da infra-estrutura existente: estradas e energia. Além das usinas açucareiras, destacam-se: Tecido de algodão: Rio Largo, São Miguel dos Campos e Delmiro Gouveia. Beneficiamento de algodão: Arapiraca, Delmiro Gouveia, Major Isidoro, Olho d-Água das Flores, Pão de Açúcar, Piranhas e Santana do Ipanema. Óleo de caroço de algodão: Delmiro Gouveia, Major Isidoro, Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa. Óleo de coco: Penedo e Pilar Beneficiamento de arroz: Arapiraca, Igreja Nova, Pão de Açúcar, Penedo e Piaçabuçu. Laticínios:(manteiga e queijo) Batalha, Cacimbinhas, Major Isidoro, Monteirópolis, Olho d-água das Flores, Quebrangulo e outros. Metalurgia: Em Atalaia, em 1964, foi instalada uma indústria de fabricação de vergalhões de ferro. Existem fábricas de portas e portões de ferro em Palmeira dos Índios, Rio Largo e Santana do Ipanema. Papel: SatubaCerâmica: Pilar e Satuba, além de outros municípios Mosaicos e artefatos de cimento: Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema. Beneficiamento de couros e peles: Pão de Açúcar e Viçosa. Doces de frutas: Produzem-se em Pindorama ( Coruripe ) sucos e geleias de maracujá, e em União dos Palmares doces de goiaba e banana em massa. Diversas: Fábricas de adubos compostos em Major Isidoro. Destilaria de Álcool, com fábrica de proteínas, em Rio Largo. Fábricas de vinhos de frutas regionais, aguardente, vinagre e móveis em vários municípios. Farinha de mandioca, em instrumentos primitivos, em quase todos os municípios. Fumo de corda em Arapiraca, com pequena participação em outros municípios. Centenas de estabelecimentos artesanais, em Delmiro Gouveia, produzem as denominadas "redes de dormir". Desde 1962 funciona a CODEAL - Companhia de Desenvolvimento de Alagoas, entidade de economia mista destinada a promover, financiar e criar condições para o desenvolvimento econômico do Estado. Elabora projetos para as indústrias que pretendem se instalar e opina sobre os pedidos de isenção de impostos a serem concedidos a indústrias pioneiras. A CODEAL criou a "Área Industrial Governador Luiz Cavalcante" a 15 quilômetros do centro de Maceió: à margem da BR 101, para a instalação, em lotes financiados, de indústrias de grande e médio porte. O reforço de energia elétrica, com a Usina de Paulo Afonso, permitiu a instalação de inúmeras indústrias na capital e no interior, além da expansão do parque açucareiro. Surgiram as das áreas de mecânica e metalurgia, além de moinhos de farinha de trigo e, também a modernização e ampliação de indústrias de derivados de coco, o beneficiamento da castanha do caju, a pasteurização de leite, a fabricação de papel, de adubos, de rações balanceadas, entre outras.. A instalação da SAL-GEMA - Indústrias Químicas S.A., criada em 21/4/1966, em Maceió: tem trazido novas perspectivas mediante a instalação de indústrias de porte nacional dentro do polo cloro-químico, para aproveitamento dos subprodutos a partir do cloro. Além da importante agroindústria açucareira, a indústria têxtil, a química e a de alimentos são também componentes do parque industrial alagoano. Tem-se verificado uma orientação no sentido de ampliação da pesquisa e da absorção de nova tecnologia aplicada ao melhoramento da cana-de-açúcar, atribuição do PLANALSUCAR, organismo do Instituto de Açúcar e do Álcool. Uma Estação Experimental, situada no município de Rio Largo, alcançou resultados satisfatórios para o desenvolvimento da área agronômica e da área industrial. Hoje, se adota o pagamento da cana pelo teor de sacarose. A Coordenadoria Regional Nordeste-Alagoas está levando a efeito uma experiência-piloto de preparação de "pacotes tecnológicos e sua disseminação no meio, através do que é denominado Projeto de Extensão Canavieira ". A crise do petróleo levou o país à criação do Programa Nacional de Álcool e, através dele,à implantação de unidades produtoras de açúcar, tendo sido instaladas destilarias no Estado, anexas ou não a usinas, para a produção de álcool carburante-anidro. A cana-de-açúcar, cujo cultivo esteve restrito a determinado tipo de solo, hoje vem se expandindo independentemente da condição dos solos, graças à utilização de adubos e corretivos, capazes de incorporar à produção a vasta área denominada -tabuleiros-. Perspectivas positivas se abrem quanto ao aproveitamento da tiborna, ou vinhaça, das usinas. Tais resíduos poderão ser transformados em fertilizantes, ração animal ou gás metano. As pesquisas se encontram em fase experimental, a cargo do PLANALSUCAR A cíclica crise do setor sucro-alcooleiro está levando alguns usineiros a buscar alternativa para a cultura da cana-de-açúcar. Com o apoio da EMBRAPA e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado de Alagoas (EPEAL), eles estão examinando a possibilidade da troca da cana por fruticultura irrigada, com produtos como banana, abacaxi, mamão, manga, maracujá e acerola. . Uma das necessidades é a qualificação de mão-de-obra para essa nova produção. A Associação dos Produtores Rurais do Vale do Paraíba de Alagoas acredita que o treinamento será indispensável para que a fruticultura do estado seja competitiva e obtenha sucesso. Predomina na micro-região de Arapiraca o minifúndio, onde existem cerca de 12 mil pequenas propriedades. Na micro-região da Mata Alagoana e do Tabuleiro de São Miguel dos Campos estão os latifúndios, dada a localização das usinas de açúcar. Na atividade pecuária, destaca-se a bovinocultura de corte e a leiteira, com processo de exploração predominantemente extensivo ou semiextensivo. Na Bacia Leiteira ( Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Cacimbinhas, Major Isidoro, Olho d` Água das Flores, Monteirópolis, Palestina e Pão de Açúcar ) concentra-se o maior rebanho de leite do estado, cuja produção permite a autosuficiência e ainda a exportação in natura do leite para outros estados. O maior rebanho de corte está na Zona da Mata Alagoana, entre as cidades de Palmeira dos Índios e Viçosa. Serviços Transportes O transporte aquático conheceu três fases: Fase colonial - Com destaque dos barcos a vela, que faziam o intercâmbio no Brasil e para o exterior, inclusive com Portugal. Prossegue, após a Independência, com os barcos a vela fazendo o tráfego de longo e pequeno curso, não só no mar, como também por rios e lagoas. Fase Pré-Moderna - Após a invenção do barco a vapor surgiram os transportes para pontos mais distantes. Em 1870, eram comuns navios nacionais e estrangeiros no porto de Maceió. Fase Moderna - Inaugurou-se com os navios a motor. As barcaças, muitas delas à vela, prosseguiram sendo utilizadas, principalmente nos rios, em especial no São Francisco. Transporte Ferroviário - As estradas de ferro foram, em certa medida, um estímulo para a instalação das indústrias modernas. Iniciou-se o período ferroviário a 25/3/1868, quando foi inaugurado um ramal com perto de seis quilômetros, ligando a ponte de desembarque marítimo de Jaraguá ao Trapiche da Barra, conforme atesta Bonfim Espíndola. Era a Companhia Baiana de Navegação a empresa responsável pelo empreendimento. Seguiu -se um ramal dessa linha, que se bifurcava do centro da cidade para Bebedouro, sendo inaugurados estes novos cinco quilômetros em 19/10/1872, sendo concessionária a The Brazilian Central Company Limited, conhecida por Cia. Anônima da Imperial Estrada de Ferro de Alagoas. Iniciaram-se os estudos para a construção da ferrovia que iria ligar a capital a União dos Palmares, sendo que o tráfego pelo primeiro trecho foi inaugurado em 3/12/1884. De outra parte, conclui-se, em 1883, a Estrada de Ferro de Paulo Afonso que partia de Piranhas e chegava a Petrolândia (PE), com 116 quilômetros, 84 dos quais em território alagoano. Posteriormente, no governo Pedro Paulino da Fonseca, cuidou-se da continuação do ramal de União até Pernambuco. A extensão para o Vale do Rio Paraíba, com a bifurcação em Lourenço de Albuquerque, foi inaugurada em 1891 até Viçosa; em 1912 chegava a Quebrangulo e, finalmente, em 1934 a Palmeira dos Índios. Em 1901 o Governo Federal aprovou o arrendamento das ferrovias nordestinas para a Great Western Brazilian Railway, inclusive as de Alagoas. Esse contrato durou até 1950, quando o governo encampou aquela empresa, criando a Rede Ferroviária do Nordeste, uma subsidiária da Rede Ferroviária Federal. Transporte rodoviário Época dos caminhos coloniais (da colônia até 1819). Melhoria dos caminhos indígenas, que serviram para os carros-de-bois. Época das estradas coloniais (de 1819 até 1912). A partir de 1819, os caminhos são ampliados. Em 1871, Espíndola cita sete estradas principais: "A do Vale do São Francisco, do Vale do Paraíba, do Vale do Mundaú, da cidade de Maceió a Pernambuco, da cidade de Maceió a Penedo, da cidade de Alagoas à vila da Palmeira dos Índios e a da vila de Coruripe a essa mesma vila". Estradas arenosas e cheias de curvas, transitadas por tropas de burros e cavalos de sela. Época das estradas para automóveis (1912 a 1947). Marcou-se com a chegada do automóvel, por alguns anos limitada ao perímetro da cidade. Três administrações: José Fernandes de Barros Lima, com a estrada Maceió- Passo de Camaragibe; Costa Rego, com a criação do Departamento de Viação e Obras Públicas e a construção da estrada Maceió- São Miguel dos Campos e Álvaro Paes, fazendo a ligação Maceió- Palmeira dos Índios, passando em Atalaia. O pioneirismo, porém, é de Delmiro Gouveia que, em 1911 construiu uma rodovia que ligava Pedra a Santana e outra de Palmeira dos Índios a Quebrangulo, e com um ramal chegando a Garanhuns. Época das estradas asfaltadas (1947 até hoje). Em 16/5/1947 foi criada, pelo Governo Estadual, a Comissão de Estradas de Rodagem, que elaborou o Plano Rodoviário Estadual . Pôde, a partir de então, o Estado comprar máquinas e iniciar as bases das atuais rodovias. O Governo Arnon de Mello ligou, por asfalto, Maceió a Palmeira dos Índios. Muniz Falcão fez o trecho norte, da capital até a fronteira com Pernambuco. O governo de Luis Cavalcante levou o asfalto, pelo litoral, até São Luiz do Quitunde. Iniciou-se a ligação, por asfalto, das estradas estaduais. O transporte aéreo incrementou-se depois de 1930. Bancos. O primeiro é a Caixa Comercial de Maceió: que surge em 1817. Em 1901, seis instituições operavam no estado: o Banco de Pernambuco, o Banco do Recife, o Banco Emissor da Bahia, a Caixa Comercial, o Montepio dos Servidores do Estado e a Caixa Econômica Federal. Em 1922, ainda não havia uma só instituição que atuasse com crédito agrícola, seja no estabelecimento oficial ou nas cooperativas agrícolas. Naquele ano, os estabelecimentos bancários eram três: Banco do Brasil,cuja agência foi instalada em 1914; Banco de Alagoas, que começou a operar em 1915 e London and River Plate Bank, que instalou sua agência em 1920. Foram pioneiras como cooperativas de crédito: a dos Retalhistas, em 1907 e a Agrícola em 1927. Em 1925, por iniciativa de banqueiros, foi criado o Banco do Nordeste do Brasil. Entre 1925 e 1928 foram criada oito sociedades cooperativas de crédito: Banco de Viçosa, em julho de 1925, com 307 sócios; Caixa Rural de Camaragibe, em janeiro de 1926, com 171 sócios; Banco Popular e Agrícola de Palmeira, em março de 1927, com 92 sócios: Banco de São Miguel, em abril de 1927, com 54 sócios; Banco Central de Crédito Agrícola de Alagoas, em julho de 1927, com 489 sócios; Banco dos Retalhistas, em novembro de 1927, com 110 sócios; Banco de Quebrangulo, em abril de 1928, com 34 sócios e Banco de Penedo, em julho do mesmo ano, com 24 sócios. No incentivo da economia estadual criou-se o Banco do Estado de Alagoas - PRODUBAN o qual desempenhou função primordial através de uma política financeira de apoio às atividades rurais, industriais e comerciais. Além das agências de Maceió: o Banco do Estado de Alagoas manteve outras nos municípios de Rio Largo, São Miguel dos Campos, Palmeiras dos Índios, Arapiraca, Penedo, Santana do Ipanema, União dos Palmares, Pão de Açúcar, Major Isidoro, Capela, Maribondo, Porto Calvo, Delmiro Gouveia, Murici, Olho D-água das Flores e Coruripe. Sofreu, contudo, um processo de intervenção e de liquidação extrajudicial. Segundo o Sindicato dos Bancos de Alagoas, operam no Estado agências bancarias do Banco do Brasil;; Caixa Econômica Federal; Banco do Nordeste do Brasil; além de bancos particulares, como o Banco Bradesco , Banco HSBC, Banco Itaú, Banco Real, Banco Safra e Unibanco. Telefonia - A telefonia alagoana iniciou-se em 1920, com o pioneirismo de José de Almeida ao inaugurar, em Maceió: um dos primeiros serviços telefônicos automáticos do Brasil. Depois de 40 anos, estando já esse equipamento obsoleto, foi criada a Companhia Telefônica de Alagoas, por um grupo empresarial, liderado pelos industriais Napoleão Barbosa e Carlos Breda. Nessa época havia 400 terminais automáticos que passaram, para 1040 em 1963, numa nova central telefônica. Em 1964, a CTA começou a implantar pequenas centrais urbanas nas cidades interioranas e ativou o serviço interurbano. Em 1969, a CTA já contava com mais de mil terminais instalados em Maceió e com sistema interurbano para oito municípios alagoanos. Em outubro de 1971, ela inaugurou o sistema DDD para a capital. Em 1973, início da terceira fase da telefonia no Estado, a 24 de agosto, a CTA incorporou-se à TELEBRAS ( Telecomunicações Brasileiras S/A ), passando a denominar-se TELASA ( Telecomunicações de Alagoas S.A. ). Turismo- Os 230 quilômetros da costa alagoana podem ser um fator decisivo no incremento do turismo. Famosa pelas águas verde-azul cristalinas. Praias com características próprias em sua vegetação e areal. Além do mar, os rios e as lagoas complementam a beleza, ao mesmo tempo em que fornecem alimentos. Passeios de escunas e jangadas, com barezinhos, pousadas e hotéis no litoral. Potencial do mercado de eventos, possuindo cerca de 26 espaços de pequeno e médio porte e três grande áreas com capacidade para 10 mil pessoas cada. Poderá atrair congressos, feiras de negócios, seminários e encontros.


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ALAGOAS  

Denominação, até 09/11/1939, da atual cidade e município de MARECHAL DEODORO, mudada pelo Decreto 2.550.


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ALAGOAS  

Construído na Inglaterra, lançado ao mar em 1909. Desarmado em 1939.


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ALAGOAS  

Navio mercante. Temporariamente incorporado à esquadra, em novembro de 1889, para conduzir à Europa a família imperial, então desterrada. Posteriormente, naufragou nas proximidades das Ilhas Maricás (barra do Rio de Janeiro) depois de servir de alvo de batalha da esquadra.


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ALAGOAS  

Monitor. Navio de combate encouraçado, construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, lançado ao mar em 30/10/1867. Tomou parte na passagem forçada de Curupaiti e Humaitá, em 13 e 19 de fevereiro de 1868. Desarmado na flotilha do Alto-Uruguai a 05/05/1896.


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ALAGOAS - CADERNO DE DEBATES DO CONSELHO ESTADUAL DE COMUNICAÇÃO.  



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ALAGOAS - Mensário de Defesa e Propaganda dos Interesses Gerais do Estado.  

Editado no Rio de Janeiro, sendo diretores: Carlos Rubens, Melchiades da Rocha e Reis Vidal. A Biblioteca Nacional possui os exemplares 1,2,3, (maio a julho de 1936).


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ALAGOAS AGORA  

Revista. Publicada pela Subsecretaria de Comunicação Social do Governo do Estado de Alagoas. Ano 1, n. 1 ( dez. 1983) conforme se informa em Bibliografia do Instituto Arnon de Mello. Na Edição do Ano 1, nº 5, de maio de 1984, situava-se à rua Cincinato Pinto, 453, tendo como Diretor Responsável: José Osmando de Araújo; Editor: Milício Barboza Filho; redatores: Roberto Vilanova, Zélia Cavalcanti, Walmari Vilela, Raimundo Gomes, José Machado, Ricardo Castro, Waldemir Rodrigues, Ivone dos Santos, Valmir Calheiros, Manoel Mirnada, Beth Lima, Antônio de Freitas,Alberto de Souza (copidesque). Fotografia: José Ronaldo, Moacir Mendonça, Talgoro Viana, José Reinaldo Gilberto Farias e José Demétrio. Programação de Capa: José Esdras Gomes. Composição e impressão na Sergasa.


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ALAGOAS COOPERATIVISTA.  


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ALAGOAS ECONÔMICA  

Segundo se informa, Franklin Casado de Lima publicou, nesta revista, em 1951, um trabalho.


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