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ZUMBI ou ZAMBI  

 (? - 20/11/1695). Chefe do Quilombo dos Palmares, no século XVII. Sobrinho do rei Ganga Zumba, que, após a investida de Fernão Carrilho (1677), foi obrigado a aceitar a paz em condições desfavoráveis, porém, sob sua liderança, a luta prosseguiu. Em 1692, derrotou Domingos Jorge Velho, mas, em 1694, a praça-forte de Palmares foi invadida e tomada. Escapou e continuou a resistência contra os brancos. Ferido na perna em combate em 1675, passou a claudicar. Consta que teria cometido suicídio atirando-se, com vários dos seus comandados, num precipício. A lenda do suicídio foi repetida por muitos historiadores. Em verdade, acossados pelos homens de Bernardo Vieira de Melo - um subordinado do bandeirante vicentino Domingos Jorge Velho -, cerca de 200 quilombolas caíram num precipício; não se suicidaram, nem entre eles estava o Rei Zâmbi, que foi morto, um ano depois , lutando, com seu pequeno grupo, com a tropa comandada por André Furtado de Mendonça. Outra versão afirma que -Zumbi nasceu no quilombo de Palmares e teria sido capturado, menino, pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, em 1655. Sua história é entremeada de lendas, mas tem-se por certo que foi entregue ao padre Antônio Melo, que o batizou com o nome de Francisco, alfabetizou-o e ensinou-lhe Latim. Inconformado com a condição de escravo, Zumbi fugiu e retornou a Palmares. Em 1678, depois de expedições infrutíferas para acabar com o quilombo, o governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, ofereceu a liberdade a todos os nascidos em Palmares que abandonassem o quilombo e se radicassem em Cucaú, a 32km de Serinhaém. Ganga Zumba aceitou a proposta, mas Zumbi, que via no acordo uma traição aos escravos fugitivos, permaneceu em Palmares e assumiu a liderança dos remanescentes. Como rei de Palmares, aplicou a tática de guerrilhas para assaltar fazendas e engenhos e resistiu com um sistema de paliçadas e fossos às investidas dos portugueses. Sobreviveu à destruição do quilombo em 1694, e manteve a guerrilha com um pequeno grupo. Traído por um companheiro, foi morto numa emboscada.- Patrono da cadeira nº 10 da APHLA Internacional.


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ZUZA  

Rio, afluente, pela margem direita, do Rio Capiá.


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ZÉ BARBEIRO  

veja SILVA, José Augusto Roberto da.


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ZÉ BRANCO como era conhecido José Delfim da Mota Branco  

 (Palmeira dos Índios - AL 25/01/1930 - Palmeira dos Índios - AL ?/05/2000). Jornalista, advogado. Filho de Salustiano Veríssimo de Souza Branco e Antônia da Mota Branco. Primeiros estudos no Grupo Escolar Almeida Cavalcante, depois na Escola Normal Dom Bosco. Durante a II Guerra Mundial, estudou no Colégio Guido de Fontgalhand, em Maceió. Em 1949, começou a trabalhar na Cooperativa Banco Popular e Agrícola de Palmeira dos Índios, na carteira de crédito pessoal. Foi Secretário da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios. Fundou, juntamente com Luiz B. Torres, o Centro Literário Palmeirense, uma espécie de Academia de Letras. Trabalhou como fotógrafo, deixando um grande acervo. Em 1960, fundou o Teatro Amador de Palmeira dos Índios (TAPI) com alguns amantes da arte dramática e tornou-se o âncora do programa radiofônico Drama do Cotidiano, uma espécie de novela do rádio. Na década de 1950, entra para a Faculdade de Direito de Alagoas e, posteriormente, para a de Filosofia. Em 1965, é chamado para lecionar no Colégio Estadual Humberto Mendes. Aposentou-se em 1989, passando a viver para a Advocacia. Patrono da cadeira nº 5 da APALCA. Obra: A Besta do Apocalipse, capa de J. Maurício A. Lopes, Palmeira dos Índios: Indusgraff Indiana, 1977. Também escreveu para vários jornais palmeirenses como Opinião Pública e Correio Palmeirense (na década de 50), Juventude Palmeirense ( na década de 60) e para o Jornal Tribuna do Sertão e Jornal Folha de Palmeira (década de 80), além de outros. Nos dois últimos anos de sua vida, escreveu: Os Estatutos e a Cúpula do Cristianismo, Tribuna do Sertão (TS), 10/1997; Criança Trabalhando ou Delinqüindo?, TS 11/1997; Memórias dos Meus 64 Anos, TS 11/1997; Pelos Banqueiros e Contra o Povo, TS 11/1997; Outras Receitas Para o Sabor Amargo, TS 11/1997 e Por que Cristãos Leigos?, Tribuna Popular (TP), 04/1999.


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ZÉ BREJEIRO  

veja BREJEIRO, Zé.


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ZÉ DA POCILGA nome pelo qual é conhecido José Leonildo da Silva  

 (Garanhuns - PE 05/06/1933). Mestre. Filho de Leonildo José da Silva e Maria Quitéria da Conceição. Com dez anos de idade começou a dançar Guerreiro incentivado por sua mãe, tendo como mestre Cândido Sertanejo, depois mestre Euclides, na Usina Santa Tereza e após oito anos com o mestre Marcolino. Foi morar em Messias, onde passou a ser conhecido como Zé da Pocilga. Formou, junto com suas filhas: Clemilda e Maria de Fátima, seu próprio Guerreiro. Este passou vários anos parado, voltando em 2008, em Messias, onde reside. Em 2009, recebeu o Prêmio de Culturas Populares Dona Isabel, do Ministério da Cultura.


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ZÉ DE ALMEIDA  

( Santana do Ipanema - AL ). Compositor, cantor. Discografia: CD Meu Orgulho é Ser Vaqueiro, Escalamares, são de sua autoria as composições: Amor à Primeira Vista, Por Causa do Ciúme, Mulher Pedacinho Humano, Lembrança de Amor Ausente, Queres Ser Grande Sem Ser, A Mulher Bem Desenhada, juntamente com Paulo Nunes; Pensamento de Vaqueiro, juntamente com Vavá Machado; O Que Tem nas Vaquejadas, juntamente com Joseval Viana. No CD Coisas da Vaquejada, Escalamares, são de sua autoria as composições: Desabafo de Vaqueiro, Ayrton Senna, Mulher do Short Apertado, È Você que Eu Estou Querendo, Ela Está Querendo, Atividade, Jesus é Nosso Amigo, Mulher, Pedacinho Humano, Será que É, juntamente com Paulo Nunes; Linda Morena, juntamente com Manoel Laurindo. CD Zé de Almeida & Paulo Nunes - Aboios e Toadas, Escalamares, são de sua autoria as composições: Agradeço a Natureza, Por Causa do Ciúme, Riacho de Pedras, Mulher Bem Desenhada, Fazendeiro Feliz, Lembrança de Amor Ausente, Homenagem á Petrolândia, Caraibeiras, juntamente com Paulo Nunes; Mulher que Não Tem Marido, Pessoa Solitária, juntamente com Wilson Veloso.


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ZÉ DE PRINCESA  

(? ). Cantor, compositor. Discografia: CD Voltando Pela Saudade, Produção Independente, são de sua autoria as composições: Apaziguar; Rosto Molhado; Deixa Desta; Se a Casa Cair.


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ZÉ DO ROJÃO nome artístico de José Cícero dos Santos  

(Distrito de Cana Brava, atualmente Taquarana - AL 27/02/1938). Cantor de forró, locutor, vereador. Filho de Pedro Silvestre e Regina Rosa dos Santos. Aos 6 meses foi trazido pela família para Arapiraca. Com 7 anos, a família se transferiu para o Povoado Lagoa do Rancho, atual Vila São José. Por volta de 1947, conhecido por Zé Cícero, se apresentou nas feiras de Cana Brava, acompanhado pelo sanfoneiro Zé Luiz. Aos 14 anos, foi trabalhar em uma padaria e nos finais de semana tocava pandeiro nos forrós e sítios da redondeza. Inicia a sua ligação com a radiodifusão aos 16 anos, quando morava em Maceió, fazendo parte, aos domingos, do programa -Vesperal das Senhorinhas-, da apresentadora Odete Pacheco. Em 1957, foi servir o Exército Brasileiro no quartel do 20 BC, em Maceió. Após um ano na caserna, voltou para Lagoa do Rancho, retomando o trabalho na padaria. Em 1960, na Rádio Clube, em Arapiraca, participou em um programa de música regional, quando se descobriu com um timbre de voz caracteristicamente nordestino. Em 1966, durante um ano, das 5 às 7 horas da manhã, atuou na Rádio -Antena de Publicidade-, em Arapiraca, com o programa-Alegre Amanhecer.- Foi o pioneiro da Rádio Novo Nordeste AM, onde estreou -O Rojão do Nordeste-, primeiro programa da emissora que foi ao ar em 21 de agosto de 1976, às 5 horas da manhã. Ao mesmo tempo em que apresentava seu programa na Novo Nordeste AM, atuou também por alguns anos nas tardes da Rádio Sampaio AM de Palmeira dos Índios. Em termos musicias, em 1960, passou uns dias em Sergipe, onde se apresentou no Canal 8 TV Aperipê, e, por várias vezes, cantou na Rádio Liberdade, de Aracaju. Seu nome foi aparecendo tanto na região de Sergipe como no interior de Alagoas, passando a cantar em várias cidades. Em 1971, o maestro Jovelino Lima produziu um compacto na Gravadora Rozenblit de Recife/PE e com ele gravou a música Rojão, que foi um grande sucesso em sua carreira artística. O maestro Jovelino deu um novo nome ao cantor, surgindo daí o Zé do Rojão. Em 1974, participou de uma excursão ao Estado da Bahia, patrocinada pelo -Grupo Coringa-, que lançava naquela épocaseus produtos na região, foi então que se apresentou na Emissora Rural, em Petrolina/BA, no programa sertanejo -No Forró da Cuia Grande-, conquistando popularidade além das fronteiras. Vereador pelo Município de Coité do Noia, eleito em l982, peloPDS. Pela -Rozenblit-, gravou, em 1979, o LP Boca de Forno, o 1º de uma série de músicas juninas, com o acompanhamento do sanfoneiro Basto Peroba. Em 1980, gravou o LP -Boca de Forno - Volume 2-, e ainda um compacto intitulado Zé do Rojão Canta o Novo Nordeste. Seu trabalho mais recente é o CD Zé do Rojão, Poesias Matutas, uma coletânea de poesias, algumas de sua autoria. Cantou em apresentações ao lado de Genival Lacerda, Trio Nordestino, Luiz Gonzaga, Jacinto Silva, Mestre Zinho, João do Pife e outros astros da música popular nordestina. O Museu Zezito Guedes lhe prestou, em setembro de 2011, uma homenagem, como reconhecimento por sua atuação no rádio arapiraquense, com a exposição O Rojão do Nordeste.


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ZÉ HUM como é conhecido José Gomes Pureza  

 (Coqueiro Seco - AL 03/03/1939). Pandeirista. Filho de Ermenegildo Gomes Pureza e ???. Pandeirista autodidata. Influenciado pelo pai, começou a ser brincante da chegança de Antônio Vicente e dos folguedos de Pedro da Empresa e de seu Orlando Ferreira de Araujo. Gostava de acompanhar o pai para ver as brincadeiras e prestar atenção para aprender. Assim, interessou-se em tocar pandeiro e acabou fazendo seu próprio instrumento a partir de um pedaço de barril e vegetação local. Hoje participa tocando seu pandeiro no Pastoril e na Chegança Silva Jardim. Considerado, em 2010, Patrimônio Vivo de Alagoas.


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