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IMPRENSA CATÓLICA  

Surge em Maceió, em maio de 1873, sendo o primeiro jornal nitidamente católico a ser impresso em AL. Semanal. Dirigido por Hilarino Afonso da Costa Leite. Promovia intensa campanha contra os maçons. Impresso na Tipografia Social, de Amintas & Soares.


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IMPRENSA EM ALAGOAS  

Goulart de Andrade, no Indicador Geral do Estado de Alagoas (1902), assinala que -o jornalismo alagoano teve sempre, desde os primeiros tempos de seu estabelecimento, função essencialmente político-partidária.- Vejamos, porém, antes as tentativas de implantação da imprensa. Segundo Moacir Medeiros de Santana, em 06/05/1822, foi pela solicitação em Ofício da Junta do Governo das Alagoas ao Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, em Lisboa, a primeira tentativa de implantação da imprensa. Outra tentativa ocorre em 09/02/1826, quando é enviada petição ao Imperador Pedro I, depois de apresentada a aprovada em sessão do Conselho da Província, pelo vice-presidente Miguel Veloso da Silveira Nóbrega de Vasconcelos. Em verdade, só se teria imprensa a partir de 17/08/1831, quando surge o segundo número do Íris Alagoense, pertencente à Sociedade Patriótica e Defensora da Independência. Seu primeiro número foi impresso na Bahia, em data até hoje desconhecida. Só a partir do segundo é que passou a ser impresso na oficina instalada em Maceió. A tipografia veio de Pernambuco, tendo contado com o apoio de Manoel Lobo de Miranda Henriques, então presidente de província, para sua instalação. Seu principal papel, segundo Craveiro Costa, -foi o ponto inicial da evolução política e da formação intelectual-, pois estava ligado ao movimento nacionalista e antes rompido contra os portugueses após a abdicação de D. Pedro I. Em 22/02/1832 passa a denominar-se Federalista Alagoense, pois mudara o nome da organização política que o apoiara, agora denominada -Sociedade Patriótica Federal.- Porém coube a Filangelhoimplantar, em 1851, já agora em caráter definitivo, a imprensa em Alagoas. Seu primeiro diretor foi José Alexandre Passos. Entre o pioneiro e o consolidador, encontramos O Provinciano, surgido a 12/05/1836, dirigido por José Correia da Silva Titara; O Eco Alagoano (1837) sob a direção de José do Rego Barros, marco da era política da eleição da primeira Assembleia Legislativa. Seguem-se O Alagoano (1843 ou 1845) órgão do partido dos Lisos, dirigido por José Tavares Bastos e A Voz Alagoense, (1845-1846), órgão do partido dos Cabeludos, sob a direção de Silvério Fernandes de Araújo Jorge, ambos participantes da luta entre as duas facções.Historiadores consideram ser esse o primeiro ciclo do jornalismo alagoano. Os primeiros jornais de publicação cotidiana foram o Diário de Alagoas, (1858), dirigido pelo cônego Antônio José da Costa e órgão do Partido Conservador, e O Liberal, orientado pela agremiação partidária que lhe deu o nome. Em 1865, introduziu-se no Estado a primeira máquina de cilindro, de fabricação A. Canzet, importada por Boaventura José de Castro e Azevedo para o seu jornal O Mercantil. Nesse período, surge o primeiro jornal denominado Jornal de Alagoas, dirigido por Magalhães Bastos e, que em 1870, tinha a mais moderna oficina tipográfica do Estado, publicando inclusive o expediente do Governo. O Gutenberg, fundado em 08/01/1881, por Antônio Alves, representou a mais elevada etapa intelectual da vida jornalística do século XIX. Durante mais de 30 anos, projetou-se na vida política e cultural de Alagoas. Posteriormente, Eusébio de Andrade assume a sua direção. Faz a campanha abolicionista, da qual participam também os jornais José de Alencar, A Lanterna e Lincoln, os dois últimos dirigidos pelos componentes da Sociedade Libertadora Alagoana. No início do século XX, encontramos em Maceió, O Gutenberg e A Tribuna, (diários), Jornal de Debates, publicado em dias alternados, O Evolucionista, A Cruz, O Espírita Alagoano (semanais). No interior: Sul de Alagoas, A Fé Cristã, A Luz, além do jornal humorístico O Holofote, todos de Penedo; O Atleta e O Vinte de Julho, no Pilar; Cidade de Alagoas, no município de Alagoas. Craveiro Costa, no Indicador Geral do Estado de Alagoas, publicado em 1902, afirma que, pelos dados que possuía, -podia calcular que de 1869 até aquele ano tinham sido editados, no Estado, cerca de 500 jornais e periódicos políticos, literários, científicos, inclusive os ilustrados que exploravam a caricatura. Eram: A Semana, O Lampadorama, A Faísca, O Eco do Povo, O Espelho, O Mequetrefe, O Eco Maceioense e a Cidade de Maceió. O Orbe, em 1889 foi empastelado. Dos registros pode-se ainda identificar, no mesmo período, os jornais Diário de Alagoas, Gazeta do Povo, Cruzeiro do Norte, A Gazeta de Alagoas, Correio Mercantil, O Liberal, Comércio de Alagoas, Estado de Alagoas, Canto de Alagoas, 15 de novembro, Diário da Manhã, O Estado, Diário do Povo, Rebate, A Pátria, Diário do Comércio.- Em 1906 surgiu o Correio de Maceió, dirigido, de início, por Joaquim Guedes Correia Gondim, e depois por José Fernandes de Barros Lima, órgão do Partido Democrata, e que teve papel preponderante na luta contra o governo dos Malta. Esta campanha foi reforçada com o aparecimento do Jornal de Alagoas, em 31/05/1908, fundado por Luiz Silveira, que, juntamente com seu irmão José Magalhães da Silveira, viera do Correio Mercantil e do Rebate. Segue-se A Reação, em 1909, fundada por Balthazar Mendonça, para a propaganda da candidatura Rui Barbosa à Presidência da República. Teve existência efêmera e desapareceu em consequência do roubo de sua velha impressora, remanescente dos prelos primitivos, sem cilindro. Porém, os componentes do Partido Civilista, substituíram A Reação pelo matutino O Norte que, dirigido por Manuel Sampaio Marques, Miguel Palmeira e Baltazar Mendonça, durou pouco tempo. Entre 1911 e 1912 ocorreram mudanças nas políticas regional e nacional, o que se denominou "A Queda das Oligarquias.- Em Alagoas, foram muitos os reflexos na vida jornalística. Desapareceram A Tribuna e O Gutenberg. O primeiro se caracterizava como órgão porta-voz do partido dominante e de divulgação oficial. Desaparece por decreto do Governador Euclides Malta, pouco antes de sua deposição, sendo substituído pelo Diário Oficial, fundado em 15/01/1912 e que irá ter linotipo a partir de 1916.O segundo desaparece em grande parte pela exaltação dos que assumiram com a nova situação política. Em 1913 é fundado o Correio da Tarde, dirigido por Manuel da Costa Bivar, declarando-se de oposição ao governo Clodoaldo da Fonseca. A esse mesmo tempo aparece o semanário O Semeador, fundado em 02/03/1913 pelos padres Antônio Valente, Luiz Barbosa e Franklin de Lima, tendo sido editado, posteriormente como diário e atualmente, passou a ser quinzenário, porém de qualquer forma, uma das publicações católicas de maior constância no País. Ressurgindo a candidatura Rui Barbosa, agora para o quatriênio 1914-1918, foi fundado, para defesa dessa candidatura, o Diário do Norte, órgão do Partido Republicano Liberal. Baltazar de Mendonça era o seu diretor, e foi editado em Maceió entre 1913 e 1915. Durante algum tempo com duas edições diárias, estampando destacadamente notícias da guerra Estados Unidos-México, bem como da Primeira Guerra Mundial. (1914-1918). Seu contemporâneo foi O Combatente, vespertino, órgão da Liga dos Republicanos Combatentes, que apoiava a situação dominante. Outros jornais surgem e desaparecem entre 1910 e 1920. Entre eles, O Dia e Alagoas (matutinos) O Imparcial, A Rua e a Ronda (vespertinos) e o matutino Diário do Povo, - editado entre 1916 e 1918 para defender a candidatura de Gabino Besouro ao governo do Estado, dirigidos respectivamente por Barreto Cardoso, Antônio Nunes Leite, Fernandes Tavares, Cícero Feitosa, Elias Sarmento e Pio Jardim. Ao final de 1921, existiam o Diário de Maceió, dirigido pelo cônego Antônio Valente, órgão de orientação católica, intermediário entre as duas fases de O Semeador, o Jornal de Alagoas, tendo à frente Jayme de Altavila; o Estado de Alagoas, dirigido por Povina Cavalcanti, ambos matutinos. Como vespertinos: Jornal do Comércio, sob a direção de Guedes de Miranda e Pedro C. Vilela; o Diário de Maceió; o Correio da Tarde, além do Brasil-Jornal, dirigido por Marinho Falcão. Em 1922, surge A Noite, sob a direção de Baltazar Mendonça, para levar a mensagem da Reação Republicana, organização política que defendia a candidatura Nilo Peçanha à presidência da República. Ao novo diário juntou-se o Jornal do Comércio, porém, por falta de garantias, os dois jornais deixaram de circular. O Jornal do Comércio, em 1922, sai de circulação, tendo sido agredido o diretor e um redator, sendo que um deles se viu na contingência de abandonar o Estado. A Noite, em 1924, o diretor, após agredido, fechou o jornal e transferiu residência para Recife. Até 1923, os jornais suspendiam a circulação de 25 de dezembro a dia do Ano Novo. A Noite, em acordo com seus gráficos, suspendeu essa praxe. Entre 1922 e 1923, surgiram o Diário da Manhã e a Gazeta de Notícias, dirigidos, respectivamente, por Francisco Leite Oiticica e José Antônio Silva. Na segunda metade de 1924, o Correio da Tarde, fundado em 1912, contrariou instruções do governo e divulgou notícias alarmantes sobre a revolução deflagrada em São Paulo. Seu diretor foi preso, e depois de libertado, mudou-se para Recife, onde, por um pequeno período fez circular o jornal, que logo desapareceria. Nesse mesmo período A Noite deixou de circular, seu diretor-proprietário se mudou para Recife, em face de perseguições políticas. Em 1925, a polícia suspendeu a circulação da Gazeta de Notícias, por haver divulgado telegrama sobre a marcha do movimento revolucionário no Rio Grande do Sul. Em 1929 surge A República, vespertino dirigido por Tancredo Jambeiro Gomes, que teve pouca duração. Logo depois, fundou-se A Pátria, com a finalidade de propaganda da candidatura de Getúlio Vargas à Presidência da República. Porém, durante a Campanha da Aliança Liberal, teve sua oficina assaltada, e retiradas peças essenciais da impressora. O mesmo ocorreu, no mesmo período, com o jornal A Semana, de Penedo. Segundo, ainda, Carvalho Veras: -Vitoriosa a revolução de 1930, em função das manifestações contra a Gazeta de Notícias, que combatera a Aliança Liberal, o seu diretor Bernardes Júnior resolveu mudar-lhe o nome para A Notícia. Neste mesmo tempo circulou O Diário, cujo ideário era a defesa da Revolução, tendo sido publicado até 1931. Seis jornais surgem entre 1932 e1937: O Estado, matutino, dirigido por Baltazar Mendonça (1932) Diário de Maceió, matutino, órgão do Partido Nacional (1934) A Gazeta de Alagoas, matutino, fundado em 25/02/34 e dirigido por Luiz Silveira e José Magalhães da Silveira, a qual inauguraria a composição mecânica na imprensa particular do Estado; A Imprensa, vespertino, direção de Romeu de Avelar (1934), empastelado durante os acontecimentos políticos de 7 de março de 1935; A Província, matutino, órgão da Ação Integralista Brasileira, dirigido por Luiz Leite e Oiticica (1936) Diário de Alagoas, sob a direção de Guedes de Miranda, para defesa da candidatura de José Américo de Almeida à presidência da República, ( 1937) todos com vida efêmera. Em 1945, surge o Diário do Povo, destinado à defesa da candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes à Presidência da República. Eram seus diretores: Lourival de Melo Mota, Freitas Cavalcanti e Rui Palmeira. Tornou-se o porta-voz da oposição na política regional, desaparecendo em 1949, quando foram assaltadas e depredadas as suas oficinas. Em 14/08/1952 foi fundado, por Otacílio Cavalcanti, o matutino Diário de Alagoas. O Jornal de Alagoas, após passar para a cadeia dos Diários Associados, se moderniza com a máquina rotoplana, o aparelhamento de gravura e o serviço de informações radiotelegráficas. Em 07/09/1954 foi fundado o Correio de Maceió. O vespertino Jornal de Hoje foi fundado em 30/12/1961. Luiz Gutenberg, em 08/11/1965, funda o hebdomadário Repórter Semanal. Em 1967 existiam em Maceió, Matutinos: Jornal de Alagoas, Diário Oficial, Gazeta de Alagoas, Correio de Maceió. Vespertinos: O Semeador, Jornal de Hoje. Hebdomadário: Repórter Semanal. Circulavam, ainda, na capital, os periódicos O Apóstolo (católico) A Luz, (espírita) Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, a revista estudantil Mocidade e o Boletim da Associação Comercial. Também no interior haviam publicações de caráter local. Em Penedo: O Apóstolo, fundado em 1927, órgão da diocese; Jornal de Penedo, fundado em 1946, propriedade e direção de Oceano Carleial e Correio do São Francisco, fundado em 1961, sob a direção do padre Aldo de Melo Brandão. Em 1980 foi fundada a Tribuna Penedense. Em Palmeira dos Índios: Correio do Sertão, propriedade do Centro Social Diocesano e direção de monsenhor Luiz Ferreira Neto, semanário; Correio Palmeirense. Em São José da Laje: Correio Lajense, publicação quinzenal, e, ainda, os mensários: Tribuna de Murici, Nosso Jornal e Voz da Serra, em Murici, Rio Largo e Viçosa, respectivamente.- Com certa regularidade, ou esporadicamente, foram ou estão sendo publicados, em Maceió, Maceió, Travel e Tour, Maceió, Noya Tour Publicações e Promoções; ABC do Freitas nos Bairros, 1982; Alagoas Urgente: Jornal dos Bairros, 1986; Alagoastur, em Maceió, da Ed. Turismo Marketing e Promoções; ALA-MED, da Sociedade de Medicina de Alagoas; ASPA Jornal, da Associação dos Servidores da Previdência Social ( ASPA), 1982; Boca do Estudante, do Diretório Central dos Estudantes e Diretórios Acadêmicos da UFAL, 1978; Boca do Povo, 1978; Boletim Alagoano de Folclore, Comissão Alagoana de Folclore; Boletim da Associação Alagoana de Imprensa, 1958; Boletim da Oposição - Chapa 2, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de AL, julho 1980; Boletim Tributário, Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas - SEFAZ, 1988; Bons Negócios, boletim de economia e venda de imóveis de AL, 1977; A Crônica,Associação dos Cronistas Desportivos de AL (ACDA) O Debate, 1977; Desafio, 1977; D.O. Documento, Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado, 1983; O Independente, Centenária Loja Maçônica Virtude e Bondade, 1951; O Industrial, Associação das Empresas do Distrito Industrial Governador Luis Cavalcante; Jornal da Produção, Serviços Gráficos de Alagoas - SERGASA, 1975; Jornal de Serviços, 1973; Jornal do CREA- AL, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de AL; Jornal do Jacintinho, Associação dos Moradores e Amigos do Jacintinho, 1981; Jurisprudência Alagoana, Tribunal de Justiça de Alagoas; Labaredas, Comando do Corpo de Bombeiros/PM; Laboratório de Pequenos Meios, revista produzida pelos alunos da disciplina Redação e Expressão Oral em jornalismo IV do Curso de Comunicação Social - UFAL, 1989; O Legislativo Alagoano, Assembleia Legislativa Estadual, 1992; A Luz, Federação Espírita do Estado de Alagoas; Microfone Sem Fio, Sindicato dos Radialistas no Estado de Alagoas, 1980; Nova Idéia, Maceió, Secretaria da Comunicação Social, 1989; Opção, Jornal Revista, M. A. Feitosa, 1977; O Radialista, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão de Alagoas, 1983; Revista do CHLA, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFAL, 1986; Tião, Pop Quadrinhos; Última Palavra, Ed. Última Palavra; A Voz do Jornalista, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas, 197?. Moacir Medeiros de Santana identifica, em variados períodos, como pasquins: Argos Alagoano, Arlequim, Almanak, Bípede, O Brado da Comarca de Porto Calvo, O Contrapacotinho, Guarda Nacional, Lanterna, Mandinga, Pacotinho, Urtiga, Vendeta, Voz do Norte, Voz do Povo. Atualmente: Publicações diárias: O Jornal de Alagoas, Gazeta de Alagoas, Tribuna de Alagoas, além do Diário Oficial e do Diário Oficial do Município. Em Palmeiras dos Índios, o semanário A Tribuna do Sertão. No município de Traipu, Tabanga, informativo de conscientização, com notícias sobre política, educação, artes, cultura e esporte.


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IMPRENSA OFICIAL  

Criada por Decreto do Governador Euclides Vieira Malta, em 15/01/1912, com o nome de Diário Oficial. Em 19/03/1973, a Sociedade de Economia Mista (Lei 3.198), quando passou a ser denominada Serviços Gráficos de Alagoas S.A. A partir de 2007 passou a chamar-se Imprensa Oficial Graciliano Ramos, Sociedade de Economia Mista, onde o Governo é acionista majoritário. A Imprensa Oficial Graciliano Ramos responde juridicamente como CEOAL (Companhia de Edição, Impressão e Publicação de Alagoas) vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (SEPALNADE), com moderno parque Gráfico. A Imprensa Oficial imprime, além dos Atos oriundos do serviço Público e Privado, e várias publicações, com uma tiragem diária de 1.100 exemplares do D.O. Ele é composto por cadernos e suplemento diário dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça e dos municípios alagoanos. Em 2011, foi empossado o Conselho Editorial composto pelos membros: Jornalista Ênio Lins, Museóloga e Escritora Carmem Lúcia Dantas, Escritora Solange Lages Chalita, Professores Universitários: Eliana Sá, Sheila Maluf e Rachel Rocha, advogado Adriano Soares, Escritor Álvaro Machado e o Prof. Osvaldo Viegas. A Imprensa Oficial em Alagoas, in Publicação do Arquivo Público de Alagoas, Maceió: Imprensa Oficial, 1962.


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IMPRENSA, A  

"Órgão da classe tipográfica do Estado das Alagoas", surge em Maceió em 10/01/1898. Publicado em dias indeterminados, depois passa a ser semanalmente. Redator-chefe: João Ferro. Diretor-gerente: Ladislao Rocha. Colaboradores: Antonio de Castro, Júlio Martins e P. Sabóia. Impresso na Tipografia da Cidade.


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IMPRENSA, A  

Órgão do PNA, apoiou a candidatura de Silvestre Péricles, em 1935, ao governo de Alagoas. Jornal político, impresso na tipografia do Diário de Alagoas.


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INCENTIVO, O  

Jornal. Publicado em Murici, sendo o primeiro dessa cidade.Surge em 17/02/1907. Diretor: Antônio Adriano de Oliveira Filho. Redator-chefe: Oséias Guerra. Colaboradores: Vitorino Cardoso e Roberto Barbosa. Publicado às quartas-feiras. Impresso na tipografia de Adriano Filho e Renato Barbosa.


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INDEPENDENTE  

Clube de futebol. Participou do Campeonato Alagoano de 1950.


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INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS  

Publicado em Maceió, em 1902, em número único, com 360 páginas, um volume. Propaganda de ciências, letras, artes, indústria, comércio, agricultura, arqueologia, estatística, história, geografia e riquezas naturais do estado. Dirigido por Craveiro Costa e Torquato Cabral. Editado pelos proprietários: M. J. Ramalho & Murta. Impresso na Tipografia Comercial.


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INDÚSTRIA CANAVIEIRA  

A história do início da exploração da cana-de-açúcar, como de sua industrialização em Alagoas, confunde-se com a de Pernambuco, pelo fato de ser, até, 1817, um território único. Sabe-se, porém, que com Cristóvão Lins começou a exploração canavieira na área do estado. Penedo também participou dessa atividade pioneira. Posteriormente, Camaragibe, Santa Luzia do Norte e São Miguel dos Campos iriam participar. Existem informações de que no território alagoano, em 1730, existiam 47 engenhos. Em 1749, já eram 61, assim distribuídos: 18 moentes em Porto Calvo; 27 moentes e seis de fogo morto na vila de Alagoas; sete moentes e três de fogo morto em Penedo. Em 1875 contava Alagoas com 600 engenhos, atingindo mil em 1929 e se reduzindo para 500 na década de 1940. Fato significativo foi a introdução da máquina a vapor, a qual aumentou significativamente a produção nos engenhos. A primeira em território alagoano teria sido instalada por volta de 1870, no Engenho Apara, em Pilar, pertencente a Jacinto de Mendonça Alarção Ayala. Nessa mesma época o governo imperial começou a incentivar a criação dos denominados engenhos centrais, os quais centralizariam a cultura de vasta zona canavieira, em vez do engenho clássico, o banguê, preso à produção de sua propriedade. A evolução termina por causar a redução dos engenhos existentes, em especial quando da entrada da usina no processo produtivo. A primeira usina surgiu em 1892, com a denominação de Engenho Central Brasileiro, que depois veio a se denominar Usina Brasileiro, fundada pelo Barão de Wandesmet. Seguiram-se a Central Leão, de Utinga, com o nome de Engenho Central, a Usina Serra Grande, em São José de Laje,eo Engenho Cansanção de Sinimbu, depois usina do mesmo nome, localizada em São Miguel dos Campos. Em 1907 eram seis as usinas açucareiras, e em 1920 já chegavam a 15. O ano de 1922 assinala o fato de terem as usinas superado a produção dos engenhos. Em 1931 já existiam 28 usinas. Por essa época, cerca de 40% dos engenhos já eram de fogo morto. Em 1967 havia, ainda, três engenhos moentes de açúcar, situados em Coruripe, Murici e União dos Palmares, e fábricas de rapadura (engenhocas) distribuídas por Água Branca, Branquinha, Chã Preta, Coruripe, Junqueiro, Mar Vermelho, Mata Grande, Paulo Jacinto, Porto Real do Colégio, Quebrangulo (5), Santana do Mundaú, Tanque d`Arca e Traipu. Atualmente, encontram-se as seguintes usinas: Produtoras de açúcar e álcool: Usina Alegria (Joaquim Gomes) Cachoeira (Maceió) Caeté, Cansanção do Sinimbu e Roçadinho (São Miguel dos Campos) Utinga (Rio Largo) Coruripe, Guaxuma e Pindorama (Coruripe) Lajinha (União dos Palmares) Porto Rico (Campo Alegre) Santa Clotilde (Rio Largo) Santa Maria (Porto Calvo) Santo Antônio (São Luiz do Quitunde) Seresta (Junqueiro) Serra Grande (São José da Laje) Samauma (Marechal Deodoro) Triunfo (Boca da Mata) Marituba (Igreja Nova) e Paisa (Penedo).Produtoras somente de açúcar: Camaragibe (Matriz de Camaragibe), Capricho (Cajueiro) João de Deus (Capela) Taquara (Colônia Leopoldina) Uruba (Atalaia). Desativadas: Peixe (Flexeiras) e Terra Nova (Pilar). Existem ainda duas destilarias: Porto Alegre (Colônia Leopoldina) e Roteiro, na cidade do mesmo nome, atualmente desativada.


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INDÚSTRIA NAVAL  

Segundo Moacir Medeiros de Santana, em sua obra Contribuição à História do Açúcar em Alagoas: -Afora os engenhos de açúcar, que serão objeto de capítulo especial, e as destilações de aguardente, a indústria de vulto mais antiga aqui instalada foi a de construção naval. Antes mesmo de Alagoas constituir-se, em 1817, Capitania independente, nos fins do século XVIII e no decorrer do século XIX nela existiam estaleiros que fabricavam até navios de alto bordo, utilizando madeiras de suas próprias matas, que também forneciam a matéria prima para a calafetagem: embiras, que existiam de vários tipos, superiores mesmo às estopas, pois não apodreciam na água e nela inchavam, fixando melhor, e uma resina extraída do camaçari, pegajosa a ponto de somente largar das mãos com óleo quente.- E mais adiante: -Em 1827 eram três os principais estabelecimentos de construção naval da Província: os de Jaraguá, Tabuba e Pajuçara.Naquele mencionado ano de 1827, na Vila de Maceió e seu termo existiam ocupadas nos misteres da construção naval, 234 pessoas. Entretanto, nos estaleiros, nos trabalhos de construção naval, propriamente ditos, poucas eram empregadas, desde quando a maioria cuidava apenas do preparo de peças para a construção de embarcações para a Marinha Imperial, em estaleiros de outras Províncias, principalmente os arsenais da Bahia e Pernambuco, e da extração do pau-brasil.- E prossegue o autor, mais à frente -No termo da vila do Poxim funcionavam então dois estaleiros, onde se fabricavam sumacas, O primeiro deles, o melhor, localizava-se na Barra de Jequiá, de onde se largavam sumacas de até 110 palmos; o outro, o do porto do Batel, tinha capacidade limitada a embarcações de 90 palmos.- Documento de 1829 consigna a existência de mais dois estaleiros na Província: o -do Pimenta-, que se dizia o melhor de todos, no Porto do Francês, e outro, inferior, mais adiante, denominado Estreito. A Geografia do Moira, impressa em 1884, faz menção a um estaleiro na Barra do São Miguel, -residência do hábil construtor Felix Amaro-, e a outro, em Coruripe, na margem do rio deste nome. No estaleiro -do Pimenta- chegou a se construir uma galera de 115 palmos. Já no de São Miguel, apenas podiam ser construídas embarcações de 60 a 75 palmos, pois a barra não demandava mais que isso.- Da -Relação do número de estaleiros que há no termo da Vila de Maceió e qualidade de embarcações que nos mesmos se faz-, assinada pelo sargento-mor Barnabé Pereira da Rosa Calheiros, em 01/09/1825, verifica-se que o estaleiro de Jaraguá somente tinha capacidade de construir iates de até 80 palmos, ao passo que o de Pajuçara podia lançar ao mar brigues de até 100 a 120 palmos, corvetas com 115 palmos, bergantins com 80 palmos e sumacas. A 05/11/1862, Achilles Lacombe, Capitão do Porto das Alagoas, informava, em relatório à Presidência da Província, que existiam ao norte de Maceió seis localidades com mestre-carpinteiro e oficiais, onde se fabricavam barcaças, e, ao sul mais sete localidades com aquela mesma espécie de artífices, sendo que nestas existiam três mestres -com habilitações práticas de risco de embarcações de coberta, os quais residiam no Peba, Jequiá e São Miguel dos Campos.- Ele relata ainda que -de 1848 a 1859 nas Alagoas foram construídas 11 embarcações de coberta ou de grande cabotagem.- E, mais adiante, lembra Moacir Medeiros de Sant-Ana: -Através do ofício do Conde de Arcos ao Governador Melo e Povoas, das Alagoas, datado do Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1819, foi remetido o risco pelo qual deve ser construída a corveta que Sua Majestade mandou fazer neste porto (Jaraguá) pela Carta Régia de 30 de novembro do ano passado- (1818). Para o comando da referida corveta, cuja cavilha principal fora batida em 22/01/1821, em Jaraguá, e não em Pajuçara como há quem afirme, foi nomeado o Capitão de Fragata Miguel Gil de Noronha, conforme Aviso do Ministério da Marinha de 18/04/1828. No dia 26/09/1823, finalmente, a Junta Provisória do Governo da Província das Alagoas comunicava o lançamento ao mar da corveta -Maceió- que partiu com destino à Corte, sob o comando do Capitão Tenente D. Francisco de Souza Coutinho, levando a bordo 35 homens para o serviço da armada imperial. O ofício dirigido pela administração de nossa Província ao Ministério dos Negócios do Reino, em 31 de outubro de 1822, em que foram pedidos os necessários massames, ferros e outros gêneros para essa embarcação, descreve-a como uma corveta de -80 pés geométricos de quilha de esquadrilha a esquadrilha e 28 pés e meio de boca.- Então ainda era denominada -Rainha Carlota-, nome depois mudado para Maceió. Aviso assinado pelo Marquês de Maceió, em 03/04/1827, ordenava a construção, pelo mesmo construtor da corveta -Maceió-, de um brigue de guerra cuja planta foi remetida a 10 do citado mês de abril. Em março de 1828 ainda se achava ele em construção, no estaleiro da Pajuçara. Ainda no ano de 1828 foi lançada ao mar esta nova embarcação, um brigue barca, que tomou o nome de São Cristóvão. O Presidente da Província das Alagoas, através de ofícios de 6 e 30 de junho de 1828, dirigiu-se ao Ministério da Marinha propondo a construção ininterrupta, nos estaleiros alagoanos, de vasos de guerra. O Aviso daquele Ministério, datado de 11 de setembro seguinte, participa que, para o citado fim, oportunamente se dariam as necessárias providências, o que jamais se verificou, a despeito de propostas semelhantes encaminhadas por outros administradores da Província, inclusive por Antônio Joaquim de Moura, a 27/09/1835, e pelo futuro Visconde de Sinimbu em 20 e 30 de março de 1840, quando chamou a atenção para as vantagens do estabelecimento de um arsenal de marinha em Pajuçara, ao menos para a construção de vasos menores, de calado inferior ao da corveta. O vapor -Alagoano-, que veio a servir à Companhia de Navegação das Lagoas, foi construído no estaleiro de Jaraguá e lançado ao mar no dia 20/07/1868. Em 1923 ainda existia, na Barra de São Miguel, um estaleiro de construção naval, da firma M. Cavalcanti & Cia., fundado em agosto de 1913. Dele saíram, entre outras embarcações, o iate -Cláudio Dubeaux-, depois rebatizado como -Jaraguá-, de 160 toneladas, o -Ipanema-, de 130 toneladas, -Jaciobá-, de 120, -Marituba-, de 130 e o -Traipu- de 90.-


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