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CAETÉ FILMES DO BRASIL  

Dirigida por José Wanderley Lopes, realizava um trabalho de cine-jornais, efetuando a documentação de realizações governamentais e políticas, e, ainda, acontecimentos festivos e sociais. Em 1971, lançou A Volta Pela Estrada da Violência, filme basedo no roteiro de Aécio de Andrade, agrupando atores e técnicos de fora de Alagoas. Recebeu o prêmio Coruja de Ouro, do Instituto Nacional do Cinema, pela fotografia em preto e branco, segundo Elinaldo Barros, na 2ª. edição de Panorama do Cinema Alagoano.


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CAETÉS  

Título do primeiro romance (1933) de Graciliano Ramos, uma das obras que iniciaram o chamado "Ciclo Nordestino- da literatura brasileira. No cinquentenário de sua edição, publicaram-se: 50 Anos do Romance -Cahetés-, Maceió. DAC/SEC, 1984. Sumário: Venuzia de Barros Melo, apresentação: Antônio Cândido; No Aparecimento de Caetés, p. 13-20; Heloísa Marinho de Gusmão Medeiros: A Mulher na Obra de Graciliano Ramos: Laura, Madalena, Heloísa. Ilustração de uma Tese, p. 20-34; Ilza Porto: A Angústia do Sertanejo na Angústia de Graciliano Ramos, p. 34-52; Jorge Amado: Depoimento Sobre Graciliano Ramos, p. 53-57; Ledo Ivo: Um Estranho no Ninho (A Propósito do Cinquentenário de Caetés de Graciliano Ramos, p. 59-68; Lúcia Helena Carvalho: A Construção em Abismo em Angústia, p. 69-79; Moacir Medeiros de Sant-Ana: História do Romance Caetés, Nota Explicativa, p. 83-97; Venuzia de Barros Melo: Discurso de Encerramento, p. 103-106.


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CAETÉS  

Selvagens que habitavam parte do Norte do Brasil. Afirma-se terem sido eles que, em 1556, devoraram o bispo D. Pedro Fernandes Sardinha. "Da Paraíba até o Rio de São Francisco, por costa de mais de 100 léguas habitava o gentio chamado Cayeté. Era este mui inclinado a guerras, e assim os trazia continuamente com os Putyguares da parte da Paraíba, que, como dissemos, pelos tempos os forão lançando, daquelas ribeiras para as de Pernambuco, como também os trazião com os Tupynambás da outra parte do Rio são Francisco para a Bahia. Para passarem estes aquele Rio, que he um dos mayores do Brazil, e irem de outra parte a fazer suas entradas pelas terras dos Tupynambás, usavão embarcaçoens que faziam de certas palhas compridas, a modo de Tabuás, a que ainda chamam todos Piripiri, e fazem dellas os moradores daquellas partes esteiras e enxergoens para as camas. Estas depois de bem seccas ao sol, ajuntavão em molhos, dentro dos quais metiam varapáus de compraimento que lhe era necessário, e atados em rodas destes muito bem aqueles molhos, com cipós, a que chamamTymbós, brandos e fortes, e, assim unidos uns molhos com outros, formavam uma larga esteira, segura e ligas com outras travessas de paus a maneira de que hoje chamam jangadas, e com aquelas embarcações assim atravessavam o rio e iam dar os seus assaltos aos Tupynambás da outra parte. E chegava a tanto o seu atrevimento, que algumas vezes, nestas mesmas embarcações, foram cometer estes e outros insultos pelas Costas do mar até junto a Bahia, que são mais de cinquenta léguas. Pelo sertão confinavam estes Caetés com o Tapuyas, com os quais também faziam guerras, e toda a presa que tomavam a comiam estes alarves, que neste costume, ou Gentilidade brutal excediam a todas as mais nações. Era gentio este muy guerreiro, mais muito mais falso, e atraiçoado, que outro algum, sem palavra, nem lealdade, e fizeram naqueles primeiros tempos grandes males aos Portugueses e, particularmente, a Duarte Coelho na fundação de sua Capitania de Pernambuco, e não lhes escapava Português, que colhessem às mãos, que o não comessem. Assim o fizeram a muitos de algumas embarcações, que por aquelas costas se perdiam. Assim ao primeiro bispo do Brasil, D. Pedro Fernandes Sardinha, ao Procurador da Fazenda del Rey da Bahia, a dois Conegos daquela Sé, a duas mulheres graves e casadas, meninos, e outra muita gente, que passavam de cem pessoas, e faziam viagem da Bahia para o Reyno, e foram ter naufragio a dezesseis de junho do ano de 1556 na enseada dos Franceses, e baixos de D. Francisco, entre o rio Caruruig, nomeado assim pelo Gentio ou pelos nossos, Cururipe ao Sul e ao Norte o de São Francisco. É constante pelos que passam por aquela parte e veem que não brotará de então para cá mais arvores, ou planta alguma aquele lugar, que era um meio alto, que ali se levantava como também até o pressente, por serem nele as mãos de Bárbaros sacrificado tantas almas como o Santo Prelado, e por esta razão se ficou chamando o Monte do Bispo. A este bom Pastor comeram como lobos carniceiros estas suas ovelhas, e todos os sentidos famintos, e a todos que com ele iam, depois de os receberem na praia com mostras de sentimentos e agasalharem nas suas choupanas com sinais de compaixão, e guiando-os pelo caminho que haviam de seguir, até as margens do outro Rio, que lhes ficava perto, donde saindo-lhes ao encontro multidão dos seus, que tinham de emboscada, aleivosamente foram mortos todos e comidos depois, menos dois índios mansos da Bahia e um Português, filho do Meirinho da Correição da mesma cidade, por serem línguas, e assim o dispor a Alta Providência. Veja-se, sobre o tema a Chronica da Companhia no Brasil do P. Vasconcellos, no lugar citado. Posteriormente, confederados os Tupynambás do Rio São Francisco com os Tupynás Tapuyas do Sertão, dando-lhes estes pelas costas, aqueles por um lado e, pelo outro, os Putyguares de Pernambuco, que já haviam chegado por ali com a sua conquista: e retirando-se os Caetés para as beiradas e costas do mar, assim quase encurralados, exceto algumas pessoas que puderam fugir para a Serra de Aquitibá, todos os demais foram mortos e cativos. Destes iam os vencedores nos dias de suas festas, comendo alguns dos mais esforçados e vendendo ou outros aos moradores da Bahia e Pernambuco, a troco de qualquer coisa. Também Duarte Coelho e os que lhe foram seguindo, os extinguiram muito e só vieram a ficar aqueles que se uniram aos contrários; sendo seus escravos e casando depois entre eles, assim se veio a extinguir das Costas marítimas de Pernambuco a má casta deste Gentio, não só cruéis para os outros mais até para os seus mesmos parentes e amigos. Há prova digna deste seu terrível gênio o caso seguinte: No ano de 1571, estando no Rio São Francisco algumas embarcações da Bahia ao resgate e negócio com o Gentio vencedor, em uma de Rodrigo Martins, entre vários resgatados se achava uma índia Caeté, que enfadada de lhe estar chorando, sem se querer acalentar, uma criança de peito sua filha, que tinha nos braços, a lançou deles ao mar, sem piedade, onde andou muito tempo aos mergulhões, sem se afogar, e sem a compaixão da mãe, que a estava vendo, até que o dono da embarcação a mandou tirar das águas quase morria, e batizada expirou. Eram esses Caetés grandes músicos e bailhadores, com as outras Gentilidades comuns aos mais e da mesma língua geral." ((Jaboatam, Novo orbe seráfico Brasílico).


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CAFUXI  

Serra. Segundo Ivan Fernandes Lima, do Patamar Cristalino do Nível de 500 metros, entre os rios Paraibinha e Cabeça de Porco. Cerca de 530 metros. É esta palavra derivada de Caa, mato e pochy, feio, mau: mato feio.


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CAHETÉ  

Jornal. Órgão republicano nativista, publicado, às segundas-feiras em Maceió: com o lema -Tudo pela Pátria e pela Republica-. Seu primeiro número, de 12/10/1896, é em homenagem a Floriano Peixoto, -o Salvador da República-. Publicado na Tip. de T. Menezes.


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CAIADA  

Lagoa. Situada às margens do Rio São Francisco, entre aquelas formadas pelo processo erosivo do rio ou de seus depósitos nos terraços marginais. Localiza-se após Penedo.


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CAIANA  

Rio. Afluente do Rio Santo Antônio, pela margem esquerda, segundo o Convênio SEMA/SUDENE/Governo do Estado de Alagoas.


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CAIXA COMERCIAL DE MACEIÓ  

Como ficou denominada a Caixa Econômica da Cidade de Maceió: cuja mudança foi autorizada pelo Decreto Imperial de 18/06/1861. Publicou-se: Estatutos da Caixa Comercial de Maceió na Província das Alagoas, Aprovados Pelo Decreto n. 7771, de 21 de Julho de 1880, Rio de Janeiro: Tip. Nacional, 1880.


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CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA DE ALAGOAS  

Publicou-se: Relatório e Balanço Geral da Caixa de Crédito Agrícola de Alagoas, Apresentado ao Secretário da Fazenda e da Produção, Maceió: Tip. Papelaria Fernandes, 1948.


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CAIXA ECONÔMICA DA CIDADE DE MACEIÓ  

-A Associação sob o título - Caixa Econômica - tem por fim facilitar a todas as classes da sociedade meios fáceis de acumular seus capitais reunidos em comércio lícito, e habituá-las ao amor ao trabalho, à ordem e à previdência.- Primeiro estabelecimento bancário surgido em Alagoas, instalado em janeiro de 1856, sendo também um dos primeiros do Brasil. Transforma-se, em 1861, em Caixa Comercial de Maceió e, posteriormente, em Banco Agro Mercantil. Publicou-se: Estatutos da Caixa Econômica da Cidade de Maceió Aprovados em Assembléia Geral de 27 de Janeiro de 1856, Tip. Liberal do Tempo, 1856.


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