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CABANADA -  

Depois da abdicação de D. Pedro I, em 1831, surgiu, em Pernambuco, uma agremiação - denominada Partido Coluna do Trono e do Altar - que pretendia, entre outra reivindicações, o retorno daquele governante. Seus chefes enviaram ao centro da província o sargento-mor Torres Galindo, na busca de adeptos. Este, em Bonito, arvorou a bandeira da revolta. Porém, com a chegada de tropas legais, com as quais lutou, entregou-se prisioneiro. Antônio Themoteo, chefe dos índios, reunindo as remanescentes forças rebeldes de Bonito - formadas, em sua grande maioria, por pessoas de condição social inferior, que moravam em cabanas, razão do nome do movimento -, partiu com estas para Altinho. As tropas legais, - chefiadas por José Vaz de Pinho Carapeba -, foram-lhe ao encalço, porém o comportamento de suas tropas desgostou a população e esta uniu-se a Themoteo, participando da luta na qual Carapebas foi ferido e, posteriormente, morreria em Recife. As tropas legais receberam reforços, obrigando Themoteo a retirar-se para Panelas de Miranda, onde a luta prosseguiu, e de onde escapou milagrosamente, sendo, depois, batido e morto em São Benedito. Foi substituído, no comando das forças rebeldes, por Vicente Ferreira Tavares Coutinho, conhecido depois por Vicente Ferreira de Paula. A princípio, pois, era uma insurreição irrompida na Zona da Mata e no Agreste Pernambucano com ressonância em Alagoas, no período de tensões políticas iniciado com a abdicação de D. Pedro I, e que perdeu o sentido com a morte deste, em 1834. Porém, pela infelicidade de certas medidas administrativas, a rebelião cresceu em Alagoas, principalmente em Porto Calvo e Porto das Pedras, onde durou cerca de três anos, com lutas e crueldades recíprocas. O governador da província - Manoel Lobo de Miranda Henriques - estando em Porto Calvo, ordenou que fosse feito um recrutamento em massa, inclusive entre os índios da povoação de Jacuípe, sem audiência ou acordo com Hipólito, o chefe dos indígenas. Este reúne seus subordinados e explica que iria se entender com Miranda Henriques a quem apresentaria suas reivindicações. Porém, em uma emboscada, foi preso com mais dois companheiros, sendo conduzido para Porto Calvo, onde permaneceu em um destacamento militar com ordens para não se consentir que chegasse ao governo provincial qualquer reivindicação. Ao retirar-se de uma audiência na qual solicitara garantias de vida ao Juiz de Paz, Hipólito foi assassinado. Os seus liderados, diante desse fato, chamaram em seus auxílio os revoltosos de Panelas do Miranda e deram início às represálias. Chegaram a destruir cerca de 20 engenhos, e o mais grave, levaram prisioneiros os escravos desses engenhos, os quais iriam, mais adiante, formar a falange conhecida como papa-méis.- As armas de que se serviam, segundo Bonfím Espíndola, eram as do governo que, em certo momento, havia adquirido um lote em troca de pau-brasil, e que eram vendidas publicamente. O sargento desertor Vicente de Paula assumiu a liderança do movimento e conseguiu ampliar o apoio entre os proprietários de engenhos e, aos poucos, as forças provinciais se sentiram impotentes para debelar a rebelião. Posteriormente, alguns proprietários de engenhos de Porto Calvo e Porto de Pedras foram julgados coniventes nessa rebeldia e, por isso, presos. Entre eles, Bernardo Antônio de Mendonça, presidente da Câmara Municipal de Porto Calvo - mandado para Fernando de Noronha. O então presidente da Província - Figueiredo Camargo - na fala que apresentou ao Conselho Geral da Província, a 01 de dezembro de 1833, demonstra sua impotência para exterminar a revolta e faz referência ao decreto imperial de 11 de outubro daquele ano, o qual concedia aos cabanos "um perpétuo esquecimento dos seus erros, contanto que depusessem as armas em um prazo que lhes fosse marcado." Porém, essa rebelião, após ter ceifado muitas vidas e consumido verbas significativas, só terminou graças à mediação do bispo de Olinda, D. João da Purificação Marques Perdigão, em 1835, que, acompanhado do vigário da cidade de Alagoas - o cônego Domingos José da Silva -, embrenhou-se nas matas de Jacuípe, Riacho do Mato, Panelas do Miranda, Roçadinho, entre outras, e conseguiu que cerca de 15 mil rebeldes depusessem as armas.


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CABANADA, A  

"Sátira pungente contra os revolucionários cabanos, de redação atribuída ao padre Cipriano de Arroxelas. Parece ter sido um avulso em verso."


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CABECEIRA  

Rio. Um dos afluentes pela margem direita do Rio Canapi, segundo o Convênio SEMA/SUDENE/Governo do Estado de Alagoas.


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CABELUDOS  

Facção política chefiada por João Lins Vieira Cansanção, depois Visconde de Sinimbu, oposta à dos Lisos, esta última rebelada, em 5 de outubro de 1844, contra o governo de Bernardo Sousa Franco. Representava Os Históricos. Dela faziam parte, entre outros, Joaquim Serapião de Carvalho, Inácio de Barros Vieira Cajueiro, Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão. O comércio de Maceió: os funcionários públicos e a maioria dos portugueses aqui residentes também apoiavam essa facção. Veja Rebelião de Lisos e Cabeludos.


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CABEÇA DE PORCO  

Riacho. Localizado em Murici, faz barra no Rio Mundaú pela margem direita.


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CABEÇA DE PORCO ou BREJINHO  

 Serra. Segundo Ivan Fernandes Lima, da Base Oriental da Escarpa Continental, ou "Depressão Periférica.-


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CABEÇAS  

Rio. Um dos afluentes pela margem direita do Rio Canapi, segundo o Convênio SEMA/SUDENE/Governo do Estado de Alagoas.


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CABOCLINHAS  

Conhecido por várias denominações: Caboclinhos, Caboclos, Cabocolinhos ou Caboclinhas. -É uma variedade de Reisado, com algumas figuras deste. Fala da colonização e da catequese dos índios, através de sua dança e seus cantos. São seus figurantes: Mestre, Contramestre, Embaixadores, Vassalos, Mateus, Rei, Lira, General, Capitão, Borboleta, Estrela de Ouro, Lavandeira, Caboclinha e o Rei Catulé. A figura responsável toma o nome de Rei, Mestre ou Caboclo Velho, Varia quanto ao número de participantes, de 12 a 20 no máximo, sempre jovens de 10 a 15 anos. Vestem peças indígenas como: tangas, perneiras, braceletes, cocares e adornos de sementes e contas. Nas mãos levam arco, flechas, machadinhas etc. Apresentam os curumins ricamente enfeitados de penas, através de brincadeiras, danças e cantos selvagens.-


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CABOCLO  

Comunidade quilombola em São José da Tapera. Certificada em 19/11/2009. Possui 50 famílias. Catalogado pelo Mapeamento Cultural, SECULT-AL.


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CABOTAGEM  

Rio. Um dos principais afluentes do rio Sumaúma Grande, segundo o Convênio SEMA/SUDENE/Governo do Estado de Alagoas.


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