Livro - ABC das Alagoas

FRANCISCO REYNALDO AMORIM DE BARROS


Nascido em São Paulo, por dois anos vive entre São Paulo e Maceió, quando passa a morar na capital alagoana, com largos tempos da infância divididos entre Capela, Viçosa, União dos Palmares e Pilar. Sua formação escolar inicia-se no primário no Grupo Modelo do Instituto de Educação, em Maceió. Porém uma aventura rural – montar em um burro, sem cabresto e sela – o que pode ser demonstração de coragem, mas não de inteligência, termina com um acidente que o obriga, por contingências médicas, a se operar em São Paulo. Permanece nesta última cidade –onde completa o primário, faz o ginasial e o clássico com os maristas do Colégio Arquidiocesano -, até 1953 quando se muda para o Rio de Janeiro, pois seus pais haviam deixado Alagoas para viver na então Capital Federal. Cursa a Fundação Getúlio Vargas em uma das primeiras turmas que se formam em Administração Pública.

Segundo Bráulio Leite, no prólogo que faz do ABC das Alagoas: “ Iniciou sua vida profissional, em obediência à sua vocação, como pesquisador no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), entidade voltada a pensar sobre o Brasil e o seu futuro. Após 1964, vai fazer pós-graduação, na área de ciência política, na Universidade George Washington, na capital dos Estados Unidos. De regresso, integra, como professor, a equipe da Fundação Getúlio Vargas, que acabara de criar a Escola Interamericana de Administração Pública. Em 1974, atendendo a apelo de Alysson Paulinelli, que assumira o Ministério da Agricultura, embrenha-se pelos cerrados brasílicos e inicia a experiência de servidor público. No Ministério sua ação sofre a força telúrica e, embora integrado ao grupo de assessores mineiros, passa a ser o defensor do Nordeste, em especial de Alagoas. Cuida, entre outros projetos, o de ampliar o apoio, inclusive financeiro, à Colônia Pindorama. Do Ministério transfere-se para o Senado Federal. Serve, ainda, como assessor, ao Presidente da República.”

Aposenta- se no Senado Federal e, movido pela “força telúrica” acima citada, por oito anos, com seus próprios recursos e esforços, pesquisa para obtenção de dados que iriam terminar no ABC das Alagoas publicado, em 2005, pelo Senado Federal.

É ainda o Senado Federal o responsável por publicar a 2ª edição, em 2015, revista e ampliada, agora com mais de 10 mil verbetes.